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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Apesar da apreciação do euro face ao dólar
BCE deve subir hoje os juros pela sexta vez num ano
07.12.2006 - 08h12
Por Pedro Ribeiro , (PÚBLICO)
Frank May/EPA (arquivo)
O BCE continua a recear o excesso de liquidez na zona euro
O Banco Central Europeu (BCE) deverá hoje voltar a subir em 25 pontos-base a sua taxa de juro de referência. Será a sexta vez, no espaço de um ano, que o banco de Frankfurt eleva o preço do dinheiro na zona euro.

A expectativa de quase todos os analistas dos mercados financeiros é a de que o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, anuncie o aumento da taxa de juro para 3,5 por cento. A dúvida está em se Trichet vai deixar "pistas" quanto à evolução da política monetária do banco para 2007.

Ainda esta semana, Trichet voltou a falar na persistência de "tensões inflacionárias" na zona euro. Não comentou, por enquanto, um outro fenómeno - a evolução da taxa de câmbio do euro face ao dólar. A moeda única atingiu um máximo de 20 meses face ao dólar. No último mês e meio, o euro valorizou-se mais de 6 por cento face à divisa americana. Há a possibilidade de continuar a subir. Se o euro mantiver essa tendência, o BCE será muito pressionado a interromper a sua série de subidas das taxas de juro. É, contudo, quase certo que isso não acontecerá hoje.

Apesar de os valores da inflação para a zona euro terem descidos nos últimos meses abaixo da "fasquia" de dois por cento que o BCE utiliza como meta de estabilidade dos preços, o banco continua a recear o excesso de liquidez na zona euro.

Simultaneamente, espera-se um abrandamento do crescimento económico dos Doze no próximo ano, mas esse abrandamento deverá ser moderado, e alguns indicadores (especialmente os relativos ao desemprego - a taxa do Eurostat para a zona euro atingiu mínimos históricos este mês) dão a ideia de que a economia da "eurolândia" tem vitalidade suficiente para suportar mais uma subida dos juros.

Euro e dólar

A grande questão é, portanto, saber se Trichet vai abrir o jogo sobre a orientação do BCE no próximo ano. Parece provável que o diferencial entre taxas de juro na zona euro e nos Estados Unidos seja encurtado.

Nos últimos dois anos, a Reserva Federal (Fed, banco central) dos EUA subiu a ritmo vertiginoso a sua taxa de juro. Parou essa série de subidas em Junho. Entretanto, é o BCE que tem elevado a sua taxa directora. Ora, o diferencial entre taxas ajudou a sustentar o dólar (porque, com taxas muito mais altas, os activos em dólares se tornam mais atractivos do que em euros). À medida que esse diferencial for diminuindo, a tendência será para que o euro continue a valorizar-se face à divisa americana.

Um euro demasiado forte teria um impacto negativo sobre a indústria exportadora europeia. Mas, por agora, a evolução cambial não parece preocupar o BCE. De resto, a expectativa nos mercados financeiros é de que o BCE deverá voltar a subir os juros pelo menos uma vez no primeiro trimestre do próximo ano.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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