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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

Todos os destaques do mundo dos negócios e da Bolsa.
 

 

 
Apesar da apreciação do euro face ao dólar
BCE deve subir hoje os juros pela sexta vez num ano
07.12.2006 - 08h12
Por Pedro Ribeiro , (PÚBLICO)
Frank May/EPA (arquivo)
O BCE continua a recear o excesso de liquidez na zona euro
O Banco Central Europeu (BCE) deverá hoje voltar a subir em 25 pontos-base a sua taxa de juro de referência. Será a sexta vez, no espaço de um ano, que o banco de Frankfurt eleva o preço do dinheiro na zona euro.

A expectativa de quase todos os analistas dos mercados financeiros é a de que o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, anuncie o aumento da taxa de juro para 3,5 por cento. A dúvida está em se Trichet vai deixar "pistas" quanto à evolução da política monetária do banco para 2007.

Ainda esta semana, Trichet voltou a falar na persistência de "tensões inflacionárias" na zona euro. Não comentou, por enquanto, um outro fenómeno - a evolução da taxa de câmbio do euro face ao dólar. A moeda única atingiu um máximo de 20 meses face ao dólar. No último mês e meio, o euro valorizou-se mais de 6 por cento face à divisa americana. Há a possibilidade de continuar a subir. Se o euro mantiver essa tendência, o BCE será muito pressionado a interromper a sua série de subidas das taxas de juro. É, contudo, quase certo que isso não acontecerá hoje.

Apesar de os valores da inflação para a zona euro terem descidos nos últimos meses abaixo da "fasquia" de dois por cento que o BCE utiliza como meta de estabilidade dos preços, o banco continua a recear o excesso de liquidez na zona euro.

Simultaneamente, espera-se um abrandamento do crescimento económico dos Doze no próximo ano, mas esse abrandamento deverá ser moderado, e alguns indicadores (especialmente os relativos ao desemprego - a taxa do Eurostat para a zona euro atingiu mínimos históricos este mês) dão a ideia de que a economia da "eurolândia" tem vitalidade suficiente para suportar mais uma subida dos juros.

Euro e dólar

A grande questão é, portanto, saber se Trichet vai abrir o jogo sobre a orientação do BCE no próximo ano. Parece provável que o diferencial entre taxas de juro na zona euro e nos Estados Unidos seja encurtado.

Nos últimos dois anos, a Reserva Federal (Fed, banco central) dos EUA subiu a ritmo vertiginoso a sua taxa de juro. Parou essa série de subidas em Junho. Entretanto, é o BCE que tem elevado a sua taxa directora. Ora, o diferencial entre taxas ajudou a sustentar o dólar (porque, com taxas muito mais altas, os activos em dólares se tornam mais atractivos do que em euros). À medida que esse diferencial for diminuindo, a tendência será para que o euro continue a valorizar-se face à divisa americana.

Um euro demasiado forte teria um impacto negativo sobre a indústria exportadora europeia. Mas, por agora, a evolução cambial não parece preocupar o BCE. De resto, a expectativa nos mercados financeiros é de que o BCE deverá voltar a subir os juros pelo menos uma vez no primeiro trimestre do próximo ano.
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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