| Nuno Veiga/Lusa |
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| Os sindicatos dizem que as autarquias e os sectores da saúde, educação e Segurança Social são os mais afectados |
Os serviços do Ministério das Finanças afirmam que a adesão à greve na administração central é de apenas 5,11 por cento, um valor muito aquém dos 80 por cento adiantados pelos sindicatos.
Segundo uma fonte do ministério, não identificada pela Lusa, apenas 2432 trabalhadores da administração central fizeram greve durante a manhã de hoje.
Por seu turno, a Frente Sindical da Administração Pública (Fesap) e Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (Ste) subscreveram os números avançados ao início da manhã pela Frente Comum, que apontava para uma adesão global superior a 80 por cento.
Segundo a Frente Comum, a paralisação está a registar maior expressão nas autarquias, nos sectores da saúde e educação e na Segurança Social.
"A generalidade dos serviços sente a greve", afirmou Bettencourt Picanço, presidente do Ste, em resposta às declarações do ministro das Finanças, que esta manhã garantia que "a generalidade dos serviços está a funcionar".
A greve foi convocada pelas três estruturas em protesto contra "a intransigência negocial" do Governo, no que diz respeito às negociações salariais, aumento das contribuições para a Adse, prolongamento do congelamento das progressões nas carreiras, lei da mobilidade e revisão do sistema de vínculos, carreiras e remunerações.
Esta é a segunda paralisação do género convocada no período de quatro meses, depois da greve de 6 de Julho contra o novo regime de mobilidade de funcionários públicos, entretanto aprovado na Assembleia da República.