| Pedro Cunha/PÚBLICO (arquivo) |
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| Banco espanhol alarga rede de agências para 763 balcões |
O banco Santander Totta registou, nos primeiros nove meses do ano, um lucro de 317 milhões de euros, o que reflecte um aumento de quase 24 por cento face a igual período de 2005. A instituição liderada por Nuno Amado contribuiu com cerca de seis por cento para os resultados líquidos consolidados do grupo espanhol Santander (4947 milhões de euros) que controla o capital do Totta.
Ontem, foi a vez de Nuno Amado, o novo presidente executivo do Totta - substituiu António Horta Osório nas funções - assumir formalmente a liderança do banco, tendo a pasta das finanças sido entregue ao administrador Eduardo Stock da Cunha.
Na conferência de imprensa, onde foram divulgadas as contas do terceiro trimestre, Amado lembrou que o projecto do banco é continuar a crescer por via orgânica e observou que em 2005 tinha sido já anunciada a expansão da rede de vendas. O plano é chegar a 2008 com 763 balcões (em 2003, vão abrir mais 30 agências, passando a dispor de um total de 693 pontos de venda), facto que "permitirá alargar a base de distribuição, estar mais próximos dos clientes e cobrir novas áreas geográficas".
O responsável evidenciou "a consistência dos resultados", pois este é "oitavo trimestre em que crescem acima dos vinte por cento". Entre Janeiro e Setembro deste ano, os lucros aumentaram 23,7 por cento (317 milhões de euros). O rácio de eficiência (custos de estrutura em percentagem do produto bancário), um indicador que é "uma vantagem competitiva do banco", ficou "pela primeira vez" abaixo dos 40 por cento, nos 39,2 por cento. E o ROE (rentabilidade dos capitais próprios) ultrapassou "os 25 por cento", enquanto o EPS "cresceu 24 por cento".
"Deixá-los pensar assim!""Deixá-los pensar assim!" Foi deste modo que Nuno Amado reagiu, instado a comentar declarações de outros banqueiros nacionais que alegam que o Totta/Santander só consegue praticar "promoções" comerciais (spreads nulos durante o primeiro ano do contrato) por ter a possibilidade de transferir parte dos seus custos de actividade para Madrid, sede do Santander. "Com todo o respeito pelos nossos concorrentes, o trabalho é nosso, embora tenha sido desenvolvido dentro de uma estratégia" conjunta do Santander.