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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Taxa é para cobrir "todos os custos inerentes"
Brisa recusa portagens mais baratas nas auto-estradas em obras
31.08.2006 - 18h33
Por Lusa 
Paulo Ricca/PÚBLICO (arquivo)
A Brisa afirma que no contrato assinado com o Estado estão previstas taxas de portagem durante ou após as obras de beneficiação
A Brisa recusou hoje a possibilidade de redução do valor das portagens nos lanços de auto-estrada onde decorram obras, por considerar que estas são parte integrante do serviço que presta quer ao Estado quer aos automobilistas.

Segundo a empresa, "a taxa de portagem é a receita típica de uma concessionária de auto-estradas com portagem e essa receita serve para cobrir todos os custos inerentes à operação da auto-estrada, sejam os disponibilizados aos automobilistas em ocasiões normais de operação, sejam os necessários para cobrir obras a que a concessionária está obrigada".

A Brisa considera ainda que as obras de beneficiação são "uma parte muito importante do serviço que é prestado pela concessionária, quer ao Estado, como parte contratual, quer aos automobilistas, como utilizadores da infra-estrutura". A empresa sublinha, nesse sentido, que no contrato de concessão assinado com o Estado está contemplada a manutenção das taxas de portagem, quer durante, quer após as obras de beneficiação da auto-estrada.

Embora admita que estas intervenções, designadamente as necessariamente prolongadas e complexas obras de alargamento da via, implicam incómodos e constrangimentos aos automobilistas, a Brisa diz ter vindo a apostar na minimização destes impactos adoptando um conjunto de melhores práticas no projecto, planeamento, gestão da circulação e informação ao cliente.

Segundo explicou o presidente da comissão executiva da Brisa Engenharia e Gestão, Pedro Carvalho, em conferência de imprensa, estas boas práticas visam uma maior fluidez da circulação, designadamente através do aumento da largura da faixa de rodagem disponível, do limite à extensão da zona de obra com constrangimento, do corte de vias apenas em horas de menor tráfego, da vigilância com câmaras do percurso intervencionado e do reforço o policiamento.

"São inúmeros os avanços técnicos que a Brisa está permanentemente a introduzir", salientou Pedro Carvalho, garantindo que "os novos alargamentos terão menores constrangimentos e melhores condições de circulação".

O responsável deu como exemplo a intervenção para alargamento para três vias no sublanço Feira-IC24 da A1, a decorrer desde Novembro de 2004 e hoje concluídas. Orçadas em 22,7 milhões de euros, totalmente suportados pela Brisa, esta obra mereceu "um número inexpressivo" de reclamações por parte dos utentes, tendo havido também uma melhoria a nível da sinistralidade.

De acordo com o porta-voz da Brisa, as melhores práticas aqui adoptadas "serão ainda mais visíveis em alargamentos" que vão agora começar.

Na Área Metropolitana do Porto, o porta-voz destacou duas obras "mais sensíveis" a curto/médio prazo: o alargamento do sublanço Águas Santas/Maia da A3 e o alargamento da A1 entre a Feira e Estarreja.

Orçada em 47,3 milhões de euros e com duração prevista de dois anos, entre Novembro deste ano e o mesmo mês de 2008, esta última será dividida em duas fases (num total de 18 quilómetros) e prevê o alargamento para três vias em cada sentido (embora contemplando já largura para futuras quatro vias).

Já o alargamento de duas para quatro vias em cada sentido da A3, entre Águas Santas e Maia (6,6 quilómetros), tem início agendado para Janeiro de 2007 e implica um investimento de 15,7 milhões de euros, a assumir pelo Estado por se tratar de um troço sem portagem.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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