• 22 de Novembro de 2009
  • 14º - 19º Lisboa
 
Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
3,64
É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

Todos os destaques do mundo dos negócios e da Bolsa.
 

 

 
Convencionado e livre
Governo: aumento das tabelas da Adse serve para uniformizar regimes
23.08.2006 - 13h21
Por Lusa 
Carlos Lopes/PÚBLICO (arquivo)
A nova tabela altera os custos dos actos de fisioterapia e de patologia clínica e anatomia patológica
O Ministério das Finanças justificou hoje a aprovação da nova tabela do regime convencionado da Adse, que aumenta os custos com a saúde para os funcionários públicos, com a necessidade de uniformizar este regime convencionado com o regime livre.

Em comunicado, o Ministério das Finanças refere que "a actualização foi decidida para uniformizar o regime convencionado com o regime livre, que também sofreu um actualização em meados de 2004, tendo ficado estabelecido que a comparticipação do utentes deste regime passasse a ser de 20 por cento".

No regime convencionado os utentes pagam às entidades que têm acordo com o Estado apenas a sua parte dos serviços de saúde, enquanto que no regime livre os pacientes suportam o custo na íntegra, recebendo depois a parte correspondente ao Estado.

No comunicado, o ministério responde às críticas dos sindicatos, que alegam não ter sido ouvidos neste processo, afirmando que os sindicalistas tiveram conhecimento do Plano de Actividades da Adse (Direcção-Geral de Protecção Social aos Funcionários e Agentes da Administração Pública) para 2006, que previa a hipótese da actualização da tabela.

O ministério refere ainda que a nova tabela, que entrou em vigor no dia 1 de Agosto, só altera os custos dos actos de fisioterapia e de patologia clínica e anatomia patológica, adiantando que os preços que sofreram maior aumento "dizem respeito a actos clínicos de pouca procura por parte dos utentes".

A nova tabela prevê a comparticipação de novos exames, que até agora não eram financiados, como a ressonância magnética.

Houve igualmente uma renegociação no âmbito dos TAC (Tomografia Axial Computorizada), que irá permitir que um utente do regime convencionado pague menos 35,7 por cento do que pagaria no regime livre.

Sindicato pede suspensão da nova tabela

O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado pediu ao ministro das Finanças que suspenda a aplicação da tabela que aumenta os custos com a saúde para os funcionários públicos e quer negociar as alterações.

O presidente do sindicato, Bettencourt Picanço, apoia-se na lei para dizer que a revisão da tabela "deve ser objecto de negociação" com os trabalhadores, "que descontam um por cento das suas remunerações para a Adse".

O sindicalista adiantou que a decisão de rever a tabela da Adse foi unilateral, apenas por vontade do Governo, e sem qualquer justificação.

Também Mário Santos, do secretariado nacional do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública, disse à Lusa que a decisão do Governo foi "unilateral" e "economicista".

O sindicalista criticou a ausência de negociações com os sindicatos e adiantou que solicitou ontem uma reunião com a direcção da Adse.

Para Mário Santos, a nova tabela, que revê os tratamentos de fisioterapias e análises clínicas, "vem prejudicar os aposentados".

O presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado explicou que "não houve alteração dos valores a cobrar pelos prestadores de serviços", o Governo apenas decidiu comparticipar menos, nomeadamente em análises e exames médicos.

Para este dirigente sindical, as alterações na tabela são desproporcionadas e traduzem aumentos que vão entre os 11 e os quatro mil por cento.
Achou este artigo interessante? Sim
 
Digg Do Melhor   Comente Leia comentários Imprima Tops Estatísticas
 
 
comente este artigo
Critérios para publicação de comentários
 
Restam 1200 caracteres
 
   
 
   
 
Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados. Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.
 
Registe-se, faça o seu login e acompanhe a evolução da cotação dos títulos que fazem parte da sua carteira ao longo do dia.
 


"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

PUB
PUB
18.11.2009
 

+ revista de imprensa
 
PUB