| Marta Vitorino/Lusa (arquivo) |
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| A Galp Energia detém uma participação de 30 por cento no consórcio |
A Galp Energia, a brasileira Petrobras e a Partex vão procurar petróleo em águas profundas ao largo da costa portuguesa, entre Sintra e Aveiro, segundo um acordo assinado hoje no Rio de Janeiro.
O consórcio propõe-se a efectuar a pesquisa em várias áreas, a 60 quilómetros da costa, em águas que vão até três mil metros de profundidade.
A Galp Energia detém uma participação de 30 por cento; a Partex, "holding" da Gulbenkian que reúne os interesses petrolíferos da fundação, conta com 20 por cento; enquanto a petrolífera brasileira Petrobras controla 50 por cento do consórcio.
O acordo foi assinado pelo presidente executivo da Galp Energia, Marques Gonçalves, pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e pelo presidente da Partex no Brasil, Álvaro Ribeiro.
Os trabalhos vão incidir, nesta fase, em estudos geológicos e geofísicos preliminares para obter indicações sobre o potencial de existência de petróleo em quantidade que justifique a exploração comercial. O investimento total previsto pelo consórcio para esta fase é de quatro milhões de euros.
A parceria poderá envolver ainda a comunidade académica de geologia em Portugal, visando a transferência de conhecimento.
A atribuição destas áreas de pesquisa tinha sido submetida pelo Governo português a concurso internacional no ano de 2002, mas não foram apresentados candidatos.
Quercus defende estudo de impacto ambientalPara Hélder Spínola, presidente da associação ambientalista Quercus, nesta fase de prospecção de petróleo "não são importantes as preocupações ambientais".
No entanto, adiantou, "se a exploração do petróleo se mostrar economicamente viável", a situação "vai ser ambientalmente preocupante".
Se se chegar a essa fase, Hélder Spínola defende a realização de "avaliações de impacto ambiental, para prevenir eventuais danos na fauna e flora dessa região".