| Inácio Rosa/Lusa (arquivo) |
 |
| O ministro disse que ainda é cedo para dizer que tipo de indemnizações vão ser pedidas |
O ministro da Economia e Inovação garantiu hoje que “o caso General Motors tem de ser um caso exemplar”, na sequência da intenção governamental de exigir uma indemnização à empresa pelo encerramento da fábrica na Azambuja.
Manuel Pinho, que falava em conferência de imprensa, afirmou que “a General Motores [GM] assinou um contrato livremente e por isso acontecer-lhe-á o mesmo que a qualquer empresa que não cumpra os seus compromissos”.
Acrescentou que “ainda é cedo para dizer que tipo de indemnizações vão ser pedidas, mas naturalmente que este tem de ser um caso exemplar, porque o Governo tem sido muito generoso em termos de incentivar o investimento”.
As declarações aos jornalistas foram prestadas depois de o Governo ter feito saber que vai processar a GM, após a empresa ter confirmado que vai encerrar a unidade da Azambuja, já que o contrato entre a construtora automóvel e o Estado português é válido até 2008.
A GM anunciou hoje que mantém a decisão de encerrar a unidade da Azambuja, alegando altos custos logísticos, mas adiou o fecho de 31 de Outubro para final do ano.
Em comunicado, o Ministério da Economia e da Inovação afirmou que o contrato entre a construtora e o Estado prevê que a GM atinja “determinados objectivos, recebendo em contrapartida incentivos financeiros, fiscais e fundos de apoio à formação profissional, na ordem de dezenas milhões de euros”, com validade até final de 2008.
O comunicado refere ainda que será tido em conta que a GM beneficiou de incentivos de fundos comunitários, pelo que “o Estado português não deixará, também, de sublinhar as implicações desta atitude da GM no âmbito europeu”.