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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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Sob protesto dos sindicatos do sector
Governo aprova diplomas para a reestruturação e mobilidade da função pública
29.06.2006 - 19h26
Por Lusa, PUBLICO.PT 
Fernando Veludo/PÚBLICO (arquivo)
Os três sindicatos que representam a função pública querem que seja averiguada a constitucionalidade dso diplomas
O Governo aprovou hoje em Conselho de Ministros a proposta de lei que estabelece o regime de mobilidade para os funcionários públicos e também o decreto que define o regime para a extinção, fusão e reestruturação de serviços públicos.

A proposta de lei do regime comum de mobilidade entre serviços dos funcionários e agentes da administração foi aprovada depois de uma ronda negocial com os sindicatos - Frente Comum de Sindicatos da Função Pública, Federação dos Sindicatos da Administração Pública e Sindicato dos Quadros Técnicos de Estado - que terminou ao final da manhã.

Na conferência de imprensa após a reunião ministerial, o ministro do Estado e das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, explicou que o diploma só foi aprovado depois de ter constatado, esta manhã, que "não valia a pena" haver mais reuniões com os sindicatos.

O ministro classificou estes dois diplomas "importantes para a reorganização do Estado" e disse que a proposta para a mobilidade só foi conseguida após um processo importante de negociação em que foi possível incorporar alterações e clarificações.

Esta manhã, as três estruturas sindicais que representam os funcionários públicos reuniram-se com o secretário de Estado da Administração Pública, João Figueiredo, mas à saída do encontro no Ministério das Finanças os sindicatos manifestaram-se críticos quanto à posição do Governo quanto aos diplomas relativos à mobilidade e reestruturação da administração pública.

A Frente Comum de Sindicatos da Função Pública anunciou que vai pedir ao Presidente da República a fiscalização prévia da constitucionalidade dos dois diplomas, tal como a Federação dos Sindicatos da Administração Pública (FESAP). "Há mecanismos de natureza jurídica que iremos usar, nomeadamente questões relativas à inconstitucionalidade de algumas medidas" que constam da proposta, afirmou Nobre dos Santos, da FESAP.

Por sua vez, o Sindicato dos Quadros Técnicos de Estado (STE) indicou que o Ministério das Finanças recusou o pedido para mais duas reuniões para discutir a nova versão dos diplomas sobre mobilidade e reestruturação. De acordo com o presidente do STE, Bettencourt Picanço, que falava à saída do encontro com o secretário de Estado da Administração Pública, com os diplomas propostos os dirigentes vão poder mandar quem quiserem para o quadro de supranumerários, "pela cor dos olhos", e a administração pública vai "viver num mundo sem rei nem roque, onde tudo pode acontecer".
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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