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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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Segurança Social
CGTP alerta para perdas em reformas
21.06.2006 - 20h55
Por Lusa 
Tiago Petinga/Lusa (arquivo)
Carvalho da Silva apontou como lacuna a ausência de compromissos relativos a políticas que assegurem crescimento económico
A CGTP alertou hoje para as perdas progressivas nas reformas dos trabalhadores, em consequência da reforma da segurança social, que podem ser de 4,5 por cento em 2010 e de 18,7 por cento em 2050.

“Na opinião pública ficou a ideia de que os trabalhadores tinham três alternativas, o que não passou de um mega exercício de propaganda do Governo”, criticou o secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, em conferência de imprensa.

“Mas só há uma alternativa, que é a diminuição do valor da reforma”, disse o sindicalista no final de uma reunião do Conselho Nacional da central, cujo tema forte de discussão foi a reforma da segurança social, que está a ser debatida na concertação social.

Carvalho da Silva referia-se em concreto a uma das medidas consideradas estratégicas pelo Governo para a sustentabilidade da segurança social, que é a introdução do chamado factor de sustentabilidade, que indexa a idade real de reforma ao aumento da média da esperança de vida.

De acordo com este factor, para compensar o aumento médio da esperança de vida, o trabalhador pode optar por trabalhar além dos 65 anos, por descontar mais para a segurança social ou por receber uma pensão mais pequena.

“É indispensável falar a verdade aos portugueses”, insistiu o secretário-geral da CGTP, explicando aos jornalistas que “um trabalhador que se reforme em 2010 terá uma perda de 4,5 por cento na reforma, em 2020 a quebra será de 10 por cento, em 2030 de 13,8 por cento, em 2040 de 16,6 por cento e em 2050 de 18,7 por cento”. A proposta do Governo “traduz-se no plano prático nestas perdas”, acrescentou.

Carvalho da Silva apontou também, como “duas grandes lacunas”, a ausência de compromissos relativos a políticas que assegurem o crescimento económico e a falta de atenção à componente “fundamental” do financiamento da Segurança Social. A CGTP pretende apresentar ao Governo as suas propostas sobre segurança social em 29 de Junho, em sede de Concertação Social.

Apelando à mobilização de todo os portugueses para que não se resignem e para que lutem pelos seus direitos adquiridos, Carvalho da Silva anunciou uma Assembleia Sindical de representantes dos trabalhadores de todo o país, no dia 12 de Julho, para discutir a reforma da Segurança Social e a situação económica e social do país.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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