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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

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Paragem de protesto em Portugal, Espanha e Alemanha
Trabalhadores da GM de Saragoça não querem produzir Combo
20.06.2006 - 07h41
Por Jorge Talixa PÚBLICO
EPA (arquivo)
Os espanhóis, que paralisam hoje durante duas horas, rejeitam o modelo se a mudança implicar o fecho da unidade da Azambuja
Os trabalhadores da fábrica de Saragoça da General Motors (GM) decidiram tomar uma posição junto da empresa, afirmando que não querem receber a produção do modelo Combo na indústria espanhola, se isso implicar o encerramento da unidade portuguesa da Azambuja.

Segundo o porta-voz da Comissão de Trabalhadores (CT) da fábrica de Azambuja da GM, esta posição foi aprovada na semana passada, ao mesmo tempo que os funcionários da fábrica espanhola decidiam realizar, hoje, uma greve de duas horas por turno, em solidariedade com os operários portugueses do grupo.

Esta terça-feira será, aliás, um dia de acções concertadas entre os trabalhadores de várias unidades da GM na Europa, com greves marcadas também para a Azambuja e para a fábrica alemã de Russelsheim. "As coisas estão a começar a aquecer", vincou Paulo Vicente, porta-voz da CT da fábrica azambujense, ameaçada de fecho pela GM Europa (GME), cujo anúncio oficial de encerramento só não terá sido feito na quarta-feira porque o Governo português fez um apelo no sentido de prosseguir as negociações durante mais 5 semanas.

A escassez dos dados fornecidos pela GME tem suscitado, todavia, algumas dúvidas. A empresa sustenta que cada unidade do Combo produzida em Azambuja custa mais 543 euros do que o seu eventual fabrico em Saragoça, mas os trabalhadores duvidam desses números e têm solicitado, sem êxito, mais esclarecimentos, até porque a fábrica azambujense foi considerada, em anos anteriores, uma das mais competitivas da GM na Europa. Segundo Paulo Vicente, o próprio ministro da Economia "está perplexo com os números apresentados".

Ontem, os cerca de 1150 trabalhadores da GM da Azambuja voltaram a reunir-se em plenários para aprovarem a paralisação de hoje e na próxima sexta-feira reúnem-se novamente, para discutir novas formas de luta contra o eventual encerramento da fábrica. Acreditam que as reacções de protesto que a situação está a gerar em todas as fábricas do grupo na Europa "vão continuar a dar dores de cabeça" à GME e a provocar quebras de produtividade.

Eurodeputados e Comissão preocupados

Representantes dos trabalhadores da fábrica de Azambuja da General Motors (GM) e das restantes fábricas do grupo na Europa reúnem-se, na próxima quinta-feira, em Bruxelas, com eurodeputados e provavelmente também com elementos da Comissão Europeia, para analisarem o problema da ameaça de fecho nos próximos meses que paira sobre a indústria portuguesa. Já hoje, os funcionários da GM da Azambuja paralisam durante duas horas por cada turno.

Paulo Vicente, porta-voz da CT da GM de Azambuja, explicou que a greve de hoje, que chegou a estar prevista para o período das 10h00 às 24h00, foi reduzida para as duas horas por turno para funcionar de forma articulada com as paralisações igualmente previstas para as fábricas da GM em Saragoça e Russelsheim (Alemanha). Ainda esta semana, a fábrica azambujense deverá ser visitada pela eurodeputada comunista Ilda Figueiredo (CDU).
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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