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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

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GM Europa recusou proposta para viabilizar fábrica
Azambuja: trabalhadores da Opel em greve na sexta-feira
14.06.2006 - 20h09
Por PUBLICO.PT , com Lusa
Enric Vives_Rubio/PÚBLICO
Os trabalhadores dizem que a GM Europa está decidida a encerrar a fábrica
Os trabalhadores da fábrica da Opel da Azambuja (GM) vão cumprir uma greve de 24 horas na próxima sexta-feira, anunciou a comissão de trabalhadores, depois da General Motor Europa ter recusado as propostas que apresentarm para viabilizar a fábrica.

"A partir das 8h30 de sexta-feira vamos reunirmo-nos numa acção de luta em frente à fábrica da GM, de onde seguiremos a pé para a câmara da Azambuja", anunciou Luís Silveira, dirigente da comissão sindical da GM em Portugal.

Já ontem, os operários tinham paralisado duas horas por cada turno, uma iniciativa realizada no âmbito do plano aprovado pelos trabalhadores da GM a nível europeu, em protesto contra o possível encerramento da fábrica portuguesa e de várias outras unidades no continente.

Amanhã haverá também uma paralisação de duas horas em Saragoça, estando previstas para os dias seguintes paragens por idêntico período de tempo nas restantes fábricas na Europa.

Propostas dos trabalhadores foram recusadas

Em conferência de imprensa, Paulo Vicente, dirigente da comissão de trabalhadores, revelou que a administração da GM Europa rejeitou as duas propostas para a viabilização da fábrica da Azambuja (uma de redução de custos logísticos, outra de produção de componentes para os veículos da marca Chevrolet), consideradas “financeiramente inviáveis”.

De acordo com o representante, a recusa foi comunicada aos trabalhadores numa mensagem de correio electrónico, enviada esta manhã pela GM Europa. “A inicial decisão de transferir a produção do Combo para Saragoça foi confirmada”, adianta a empresa no “email” que o representante leu aos jornalistas.

Segundo os trabalhadores, esta resposta mostra que a GM está apostada em encerrar a unidade, apesar do vice-presidente da GM Europa, Eric Steven, lhes ter garantido esta manhã, numa conferência telefónica, que as negociações vão prosseguir nas próximas cinco semanas.

Questionado sobre o que se iria negociar, Eric Steven "não quis adiantar nada", pelo que os trabalhadores entendem que o encerramento da fábrica da Azambuja "é um facto consumado".

Apesar do anúncio de greve, o porta-voz da Opel da Azambuja, Andreas Kromer, adiantou à Lusa que as negociações sobre o futuro da fábrica vão continuar na próxima sexta-feira.

Também o ministro da Economia garantiu, no final de um encontro com Eric Steven, hoje em Lisboa, que continua tudo em aberto sobre o futuro da unidade, sustentando que as negociações vão prosseguir.

Contudo, o Manuel Pinho sublinhou que o “Governo não fabrica automóveis" e não pode fazer mais do que oferecer boas condições às empresas que querem investir em modernização em Portugal.

A GM Europa admitiu recentemente o encerramento da fábrica da Azambuja, fundada em 1963, com base nos preços de produção elevados, em comparação com as congéneres europeias. Segundo a imprensa alemã, o encerramento poderá ocorrer já no final de Outubro.

No âmbito do processo de reestruturação da construtora, poderão encerrar até 2012 várias outras fábricas da GM na Europa, duas das quais na Alemanha, uma em Espanha, uma Polónia e outra no Reino Unido.
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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