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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

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Artigo do "The Wall Street Journal"
Gestores do BCP acusados de "encherem os bolsos"
29.04.2006 - 07h48
Por Cristina Ferreira PÚBLICO
Paulo Pimenta/PÚBLICO (arquivo)
A edição europeia de ontem do jornal norte-americano tece duras críticas à política salarial do BCP
O "The Wall Street Journal" acusou ontem a administração do Millennium bcp de "encher os bolsos" à custa dos seus accionistas, atribuindo salários milionários aos nove gestores, que no conjunto podem ascender até 10 por cento dos lucros.

Em resposta ao artigo assinado por três jornalistas na coluna diária Breaking views, a administração do banco português afirma que esta regra estatutária nunca foi aplicada e que em 2005 o "bolo" atribuído à sua equipa de gestão representou 4,15 por cento dos resultados líquidos, uma percentagem calculada já depois de terem sido introduzidas alterações na política salarial, que passou a ter por base o cumprimento de objectivos estratégicos.

"Os banqueiros têm jeito para enriquecerem. Mas poucos o fazem com tanto atrevimento quanto os gestores do BCP, o maior banco cotado português." É desta forma contundente que Mike Verdin, Nina Koeppen e John Paul Rathbone iniciam a sua coluna diária Breaking views, publicada na edição de ontem com o título: "Esquema de enriquecimento dos banqueiros do BCP funciona à custa dos accionistas." Adiantam que "o plano de remunerações - que garante aos nove executivos até 10 por cento dos lucros - lhes permite encher os bolsos, enquanto destroem valor para os accionistas".

Os elevados salários dos gestores do BCP é um dos pontos referidos pelo BPI no plano que apresentou para se defender da OPA de Teixeira Pinto. Em 2004, a percentagem dos lucros do BCP afecta às remunerações dos administradores foi de 6,1 por cento, mas este montante baixou no ano seguinte para 4,15 por cento, quando os resultados líquidos atingiram o valor histórico de 753,5 milhões de euros (em 2005 os nove gestores do BCP receberam 31,3 milhões de euros, a mesma quantia de 2004). A redução ficou a dever-se, segundo o BCP, às alterações introduzidas já este ano na política salarial, que passou a ter uma fracção variável fixada de acordo com o desempenho individual e da instituição, nomeadamente do cumprimento de objectivos estratégicos, como a evolução das acções em Bolsa, dos rácios de eficiência e do produto bancário.

Remunerações podem chegar a dez milhões de euros

O jornal nota que cada administrador do BCP poderá ganhar mais seis milhões de euros, caso a OPA lançada sobre o BPI tenha sucesso. E lembra que o grupo tem efectuado alguns aumentos de capital, o que faz praticamente uma vez por ano, "para realizar investimentos ruinosos".

"A particularidade deste plano de remuneração é que a percentagem dos lucros que se destina a remunerar os administradores não cai, mesmo se o BCP emitir mais acções", adianta o The Wall Street Journal. Esta solução constitui um incentivo para os gestores emitirem "mais capital" para financiar a sua expansão - o sucesso da OPA exige um aumento do capital de quatro mil milhões de euros.

Em 2008, considera o jornal, os lucros do BCP deverão totalizar 900 milhões de euros (sem integração do BPI), o que vai assegurar a cada administrador qualquer coisa como 10 milhões de euros. "Uma generosidade incrível", critica o The Wall Street Journal. Se a OPA tiver sucesso, os lucros passam para 1,4 mil milhões de euros, o que resultará num bónus global para a equipa de Teixeira Pinto de 140 milhões de euros. Isto, se a regra estatutária, que permite remunerar os seus gestores até 10 por cento do capital, for executada.

De acordo com a publicação, dado que a expansão do banco tem sido financiada através de aumentos de capital, os resultados líquidos não sofrem e as remunerações do conselho de administração também não. Os três jornalistas terminam o seu artigo afirmando: "Os investidores do BCP independentes mantêm-se em maioria. Eles devem insistir em pôr fim a este plano injurioso." Via on-line, os jornalistas informam que solicitaram um comentário ao BCP sobre as matérias tratadas, mas que este recusou prestar declarações.
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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