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| O despacho de 1997 é consequência da grande procura dos museus e palácios portugueses por turistas espanhóis durante o período de Páscoa |
Trabalhadores de museus e palácios afectos à Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores (STFP-SA) iniciam hoje uma greve de três dias em protesto contra a imposição de trabalharem na Sexta-feira Santa.
Artur Sequeira, dirigente daquela federação sindical, disse à Lusa que a greve visa contestar um despacho de 1997 do antigo ministro da Cultura Manuel Maria Carrilho que determinou a obrigatoriedade destes funcionários trabalharem na Sexta-feira Santa.
Este despacho é consequência da grande procura dos museus e palácios portugueses por turistas espanhóis durante o período de Páscoa.
O sindicalista responsabilizou a actual ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, por ter assumido funções há mais de um ano e continuar sem reunir com estes trabalhadores, apesar dos insistentes pedidos que estes lhe têm feito.
Acusou ainda o Ministério da Cultura de ter recrutado cerca de 1500 trabalhadores no mercado social de emprego (Centro de Emprego e Instituto de Emprego e Formação Profissional) para preencher lugares permanentes nos museus e palácios, considerando tratar-se de uma "forma de exploração moderna".
Sem precisar qual o número certo de trabalhadores afectos aos museus, palácios e sítios arqueológicos, Artur Sequeira estimou-os em mais de 200, dos quais "setenta e cinco por cento são afectos aos sindicatos" que convocaram a paralisação.