| Inácio Rosa/Lusa (arquivo) |
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| O ministro da economia considera que os investidores estão mais confiantes |
O ministro da Economia, Manuel Pinho, afirmou hoje que a Oferta Pública de Aquisição (OPA) do BCP sobre o BPI é uma questão de funcionamento dos mercados, em que os políticos não devem interferir.
"É uma questão que diz respeito à vida das empresas e dos mercados e os políticos [Governo] não devem interferir", disse o ministro, no final do Encontro de Empresários Luso-Espanhol, organizado em Lisboa pelo Banco Espírito Santo Investimento (BESI), em parceria com a Caja Castilla La Mancha.
Manuel Pinho referiu que "os investidores estão mais confiantes" e que se assiste a "uma onda de confiança nos mercados".
Por seu lado, o presidente da Euronext Lisboa, Miguel Athayde Marques, disse hoje que o lançamento da OPA do BCP sobre o BPI "é o mercado a funcionar". Em declarações aos jornalistas, no final da apresentação dos resultados do grupo Euronext, em Paris, Athayde Marques disse que usar "o mercado para fazer este tipo de operações é positivo".
Questionado sobre os efeitos da eventual saída do índice de um título com peso relevante como o BPI, em caso de sucesso da OPA, o presidente da bolsa portuguesa desvalorizou o potencial impacto que poderá causar. "Com certeza que se avançam para uma fusão é para criar valor, o que aumenta a capitalização bolsista e isso reflecte-se na bolsa", salientou.
O BCP lançou ontem uma OPA sobre o BPI, em que oferece 5,7 euros por cada acção, o que avalia a instituição em 4,33 mil milhões de euros. Este valor representa um prémio de 19 por cento face ao preço de fecho das acções na sexta-feira.
As acções do BPI encerraram na segunda-feira a ganhar quase 26 por cento, para 6,03 euros, o que supera os 5,7 euros oferecidos pelo BCP.