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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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Vieira da Silva reúne-se com Grupo Parlamentar do PS
Ministro do Trabalho avisa que diminuição da taxa de desemprego vai ser lenta
22.02.2006 - 23h56
Por Lusa 
André Kosters/Lusa (arquivo)
A reunião foi dominada pelos temas do emprego, da sustentabilidade da Segurança Social e do complemento social para idosos
O ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, avisou hoje que a diminuição da taxa de desemprego em Portugal vai ser lenta, mas manifestou-se optimista relativamente às consequências das políticas públicas na criação de novos postos de trabalho.

As declarações do titular das pastas do Trabalho e da Solidariedade Social foram proferidas no final de uma reunião com o Grupo Parlamentar do PS, na Assembleia da República, que durou três horas.

Na reunião, que foi dominada pelos temas do emprego, da sustentabilidade do sistema de Segurança Social e do complemento social para idosos, Vieira da Silva esteve acompanhado pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, e pelos seus secretários de Estado Fernando Medina e Idália Moniz.

Em declarações aos jornalistas, Vieira da Silva considerou "difícil" a situação de Portugal ao nível do emprego - os mais recentes indicadores do Instituto Nacional de Estatística apontam para a existência de uma taxa de desemprego na ordem dos oito por cento.

"Em Portugal, a taxa de criação de emprego mantém-se estável. Apesar disso, verifica-se que ainda não é suficientemente forte para permitir uma descida da taxa de desemprego", afirmou o ministro.

Segundo Vieira da Silva, a descida da taxa de desemprego "será um processo difícil e lento", razão pela qual se recusou a fazer qualquer estimativa sobre a evolução do emprego até ao final do ano.

No entanto, de acordo com o mesmo membro do Governo, "a economia portuguesa começa a dar sinais positivos", sobretudo, ao nível do investimento - indicador que depois poderá impulsionar a criação de empregos.

"É preciso que haja uma convergência de políticas para que se altere a situação. É isso que agora está a acontecer", considerou o ministro, adiantando que o ritmo de criação de emprego será impulsionado por essas políticas adoptadas pelo seu Governo.

Vieira da Silva recusou a posição do PSD, segundo a qual a comissão independente liderada por Víctor Constâncio, que avaliou em Maio último o estado das contas públicas, tenha empolado as estimativas sobre os saldos orçamentais do sistema de Segurança Social.

A comissão liderada por Víctor Constâncio estimou em Maio que a Segurança Social fecharia 2005 com um saldo negativo de 618 milhões de euros, mas, no final de Dezembro, verificou-se um saldo positivo de 186 milhões de euros, tal como tinha sido previsto no Orçamento do Estado para 2005, da responsabilidade do Executivo PSD/CDS-PP.

Para Vieira da Silva, a diferença entre o estimado pela comissão independente e o resultado final apurado é "uma falsa questão".

"Verificou-se que, desde que o actual Governo tomou posse, houve um empenhamento em corrigir a situação anterior, que era difícil do ponto de vista orçamental, e as contribuições para o sistema melhoraram significativamente", disse também o ministro do Trabalho e da Solidariedade Social.

De acordo com Vieira da Silva, antes do actual Executivo tomar posse, as receitas das contribuições estavam a crescer três por cento, tendo depois passado para cinco por cento.

Em relação ao pagamento do complemento social para idosos - uma das principais bandeiras do PS na última campanha eleitoral para as legislativas -, o ministro mostrou-se optimista na sua aplicação e consequências.

"É uma medida que está em fase de desenvolvimento e que aposta fortemente na discriminação positiva, destinando-se apenas aos idosos mais carenciados. É uma medida muito ambiciosa, mas também muito exigente em termos de rigor", disse ainda o ministro.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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