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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Executivo prevê alienar participação em oito empresas
Privatizações: CDS-PP diz que plano do Governo é "vago e pouco ambicioso"
16.02.2006 - 17h44
Por Lusa 
João Relvas/Lusa (arquivo)
António Pires de Lima (ao centro): "É um plano demasiado vago e pouco ambicioso em áreas onde é precisa um a maior liberalização"
O CDS-PP classificou como "vago e pouco ambicioso" em algumas áreas o programa de privatizações para 2006/2007 apresentado hoje pelo Governo, lamentando que nada esteja previsto em matéria de portos.

"É um plano demasiado vago e pouco ambicioso em áreas onde é precisa um a maior liberalização", afirmou o deputado do CDS-PP António Pires de Lima.

Em declarações aos jornalistas no Parlamento, Pires de Lima apontou o sector dos portos como uma das áreas em que se deveria também avançar com privatizações.

"Nada está previsto em matéria de portos", salientou.

Lembrando que, por princípio, o CDS-PP é favorável à liberalização, Pires de Lima aplaudiu a decisão do Governo de alienar parcialmente a Galp e a EDP. "A alienação parcial da Galp e a EDP parece-me correcta", disse.

Contudo, e por entender que o programa hoje aprovado e Conselho de Ministros, "é vago", o CDS-PP irá requerer a presença em sede de comissão parlamentar dos ministros que estejam mais envolvidos nesta plano.

"Temos de discutir no concreto, nomeadamente o que se relaciona com o sector energético", referiu Pires de Lima.

Questionado sobre a não inclusão da Caixa Geral de Depósitos no programa de privatizações, o deputado do CDS-PP considerou que "faz sentido" que aquela instituição se mantenha "como pertença do Estado".

Privatização de oito empresas em vista até 2007

Segundo a resolução do Conselho de Ministros que aprovou hoje o programa de privatizações para 2006/2007, o Governo vai alienar este ano o total da participação na Portucel Tejo e na Portucel e vender parte da posição que tem na Galp Energia.

Entre 2006 e 2007, o Governo prepara-se para vender a totalidade da posição na Inapa e parte das participações que detém na EDP e na Rede Eléctrica Nacional (REN).

Para 2007 está ainda prevista a venda de parte do capital da Transportadora Aérea Portuguesa (TAP).

O comunicado do Conselho de Ministros esclarece ainda que, em 2007, o Executivo pode vir a alienar ou a fazer a concessão da ANA - Aeroportos de Portugal, mas tal deverá ser decidido em função do modelo do novo aeroporto de Lisboa.

No total, o Estado espera encaixar 2,4 mil milhões de euros com as receitas das privatizações até 2007 e, tal como está previsto no Programa de Estabilidade e Crescimento, mais 1,3 mil milhões de euros entre 2008 e 2009.

O programa de privatizações 2006/2007 hoje anunciado visa uma racionalização das participações directas e indirectas do Estado nas empresas, pode ler-se no comunicado.

Além disso, justifica-se pela necessidade de redução da dívida pública e de reestruturação de sectores e/ou empresas relevantes, segundo o Governo.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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