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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

Todos os destaques do mundo dos negócios e da Bolsa.
 

 

 
Sindicatos reclamavam 3,5 e 5,5 por cento
Governo propõe aumentos de 1,5 por cento para a função pública
28.12.2005 - 12h47
Por Eduardo Melo PUBLICO.PT
Gerry Penny/EPA
Fernando Teixeira dos Santos diz que não tem margem de manobra para negociar valores acima dos 1,5 por cento
O Governo propôs um aumento salarial de 1,5 por cento para os funcionários públicos, um valor muito distante das propostas dos sindicatos, que oscilavam de entre 3,5 e 5,5 por cento.

Para Paulo Trindade, da Frente Comum (a primeira estrutura sindical a ser recebida pelo Governo), "a proposta do Governo traduz-se numa perda do poder de compra de 0,8 pontos percentuais dos trabalhadores face à inflação prevista pelo Governo, que é de 2,3 por cento para 2006".

Do lado das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos afirmou hoje que o Governo e o país não estão em condições para ir muito mais além do que este valor de 1,5 por cento.

“É a proposta que está em cima da mesa e para a qual não há muita margem de manobra”, acentuou o ministro, que terá ainda hoje uma nova ronda negocial, final, com os sindicatos do sector. “As negociações estão a prosseguir”, referiu Teixeira dos Santos, sublinhando o caminho estreito em matéria negocial.

No seu entender, aumentos salariais fora do valor hoje apresentado seriam “perfeitamente incomportáveis para a situação económica do país. Há um baixo crescimento da economia, que está a reduzir o emprego. E esta é uma política salarial que não irá comprometer a consolidação orçamental e que não comprometa o mercado de trabalho”, defendeu o responsável das Finanças.

Aumentos superiores a este [1,5 por cento] iriam penalizar a competitividade, acrescentou Teixeira dos Santos, que com esta proposta quebra a promessa do Governo de assegurar a reposição do poder de compra dos funcionários públicos para o próximo ano.

À saída do Ministério das Finanças, Teixeira dos Santos justificou ainda esta actualização diminuta dos salários como forma de manter o emprego dos funcionários públicos. “O Governo não pode manter, ao mesmo tempo, o emprego e, por outro lado, assegurar salários acima desse valor. Fomos tão longe quanto possível”, repetiu o governante.

Para os cofres do Estado, a actualização de 1.5 por cento dos salários representará um encargo adicional de 180 milhões de euros.

Paulo Trindade aproveitou a presença dos jornalistas para criticar a postura do Governo, afirmando que não deu margem para a negociação. O sindicalista disse que os funcionários públicos foram “carne para canhão” nestas negociações, explicando que com esta magra actualização pretendeu-se dar um sinal de contenção ao sector privado.

O ministro das Finanças disse ainda que as pensões até mil euros terão um aumento de 2,5 por cento, as de mil e três mil euros 1,5 por cento e para valores superiores a três mil euros não haverá aumentos no próximo ano.
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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