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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Sindicatos reclamavam 3,5 e 5,5 por cento
Governo propõe aumentos de 1,5 por cento para a função pública
28.12.2005 - 12h47
Por Eduardo Melo PUBLICO.PT
Gerry Penny/EPA
Fernando Teixeira dos Santos diz que não tem margem de manobra para negociar valores acima dos 1,5 por cento
O Governo propôs um aumento salarial de 1,5 por cento para os funcionários públicos, um valor muito distante das propostas dos sindicatos, que oscilavam de entre 3,5 e 5,5 por cento.

Para Paulo Trindade, da Frente Comum (a primeira estrutura sindical a ser recebida pelo Governo), "a proposta do Governo traduz-se numa perda do poder de compra de 0,8 pontos percentuais dos trabalhadores face à inflação prevista pelo Governo, que é de 2,3 por cento para 2006".

Do lado das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos afirmou hoje que o Governo e o país não estão em condições para ir muito mais além do que este valor de 1,5 por cento.

“É a proposta que está em cima da mesa e para a qual não há muita margem de manobra”, acentuou o ministro, que terá ainda hoje uma nova ronda negocial, final, com os sindicatos do sector. “As negociações estão a prosseguir”, referiu Teixeira dos Santos, sublinhando o caminho estreito em matéria negocial.

No seu entender, aumentos salariais fora do valor hoje apresentado seriam “perfeitamente incomportáveis para a situação económica do país. Há um baixo crescimento da economia, que está a reduzir o emprego. E esta é uma política salarial que não irá comprometer a consolidação orçamental e que não comprometa o mercado de trabalho”, defendeu o responsável das Finanças.

Aumentos superiores a este [1,5 por cento] iriam penalizar a competitividade, acrescentou Teixeira dos Santos, que com esta proposta quebra a promessa do Governo de assegurar a reposição do poder de compra dos funcionários públicos para o próximo ano.

À saída do Ministério das Finanças, Teixeira dos Santos justificou ainda esta actualização diminuta dos salários como forma de manter o emprego dos funcionários públicos. “O Governo não pode manter, ao mesmo tempo, o emprego e, por outro lado, assegurar salários acima desse valor. Fomos tão longe quanto possível”, repetiu o governante.

Para os cofres do Estado, a actualização de 1.5 por cento dos salários representará um encargo adicional de 180 milhões de euros.

Paulo Trindade aproveitou a presença dos jornalistas para criticar a postura do Governo, afirmando que não deu margem para a negociação. O sindicalista disse que os funcionários públicos foram “carne para canhão” nestas negociações, explicando que com esta magra actualização pretendeu-se dar um sinal de contenção ao sector privado.

O ministro das Finanças disse ainda que as pensões até mil euros terão um aumento de 2,5 por cento, as de mil e três mil euros 1,5 por cento e para valores superiores a três mil euros não haverá aumentos no próximo ano.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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