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Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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Comissão parlamentar com o ministro da Economia
PS recusa audição de ex-coordenadores do Plano Tecnológico
20.12.2005 - 15h40
Por Lusa 
João Relvas/Lusa (arquivo)
Manuel Pinho diz que a execução do plano será de vários ministérios, cabendo ao gabinete do primeiro-ministro fazer a supervisão
O PS votou hoje contra o requerimento apresentado pelo CDS-PP no sentido de serem ouvidos em comissão parlamentar os antigos coordenadores do Plano Tecnológico, José Tavares e Miguel Lebre de Freitas, e o actual, Carlos Zorrinho.

A decisão foi tomada no final da audição parlamentar ao ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, sobre o Plano Tecnológico, que foi interrompida pelo facto do governante ter uma reunião urgente com os trabalhadores da Autoeuropa.

A audição da Comissão Parlamentar de Assuntos Económicos e Inovação com Manuel Pinho sobre o Plano Tecnológico vai continuar no próximo mês e incluirá também o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago.

De fora, ao contrário do que pretendia o CDS-PP, ficaram os três coordenadores do Plano Tecnológico, cujo requerimento nesse sentido teve a aprovação de todos os grupos parlamentares à excepção do PS, tendo sido assim rejeitado.

Substituição de coordenadores não foi explicada

A substituição de coordenadores do Plano Tecnológico não foi explicada pelo ministro Manuel Pinho, que se limitou a afirmar que o programa, por ser transversal e envolver vários ministérios, teria de ser sempre coordenado a um nível superior, ou seja, pelo gabinete do primeiro-ministro, José Sócrates.

O responsável pela Estratégia de Lisboa, Carlos Zorrinho, foi nomeado na semana passada coordenador do Plano Tecnológico, agora na dependência directa do primeiro-ministro.

Manuel Pinho disse que a concepção do Plano Tecnológico foi da responsabilidade do Ministério da Economia, mas que a execução será efectuada por vários ministérios, cabendo ao gabinete do primeiro-ministro fazer essa supervisão.

O governante referiu também que o plano assenta em três eixos - qualificação, tecnologia e inovação -, sendo agora da responsabilidade directa do seu ministério a vertente inovação, cuja estratégia é articulada com as empresas e as associações empresariais.

Manuel Pinho sublinhou que o aspecto importante do Plano Tecnológico é o de concentrar a atenção na necessidade do crescimento económico do país e nesse aspecto atacou os anteriores governos por terem apresentado propostas que, considerou, são "um atentado à inteligência".

"'Soundbytes' sob a forma de uma estratégia de crescimento"

O ministro da Economia criticou duramente a estratégia dos dois anteriores governos, liderados por Durão Barroso e Pedro Santana Lopes, por terem mascarado "três 'soundbytes' sob a forma de uma estratégia de crescimento".

Um dos "soundbytes", citados pelo ministro, foi o choque fiscal, através da redução do IRC, que, segundo Manuel Pinho, o PSD considerava suficiente para pôr a economia a crescer cinco por cento ao ano. "Ninguém minimamente inteligente podia defender esta ideia", frisou.

O segundo "soundbyte" baseou-se, igualmente de acordo com o ministro, num estudo da Mackinsey que propunha duplicar o peso dos bens transaccionáveis no produto interno bruto, o que, para Manuel Pinho, significava aumentar em 20 por cento as exportações ao ano. "Este tipo de propostas são um atentado à inteligência", criticou.

"Nas últimas eleições, a proposta já era o choque de gestão. Portanto, nos últimos três anos a oposição mascarou três 'soundbytes' sob a forma de uma estratégia de crescimento", concluiu o ministro.

No dia 24 de Novembro, o Governo aprovou em Conselho de Ministros o Plano Tecnológico, cuja tutela passou de Manuel Pinho para José Sócrates. O Governo considera o documento estratégico para o crescimento económico e para a modernização do país.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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