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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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Alberto Costa pede aos grevistas que reconsiderem
Ministro afirma que greve na Justiça é "desproporcionada"
29.09.2005 - 13h25
Por PUBLICO.PT 
Tiago Petinga/Lusa
Alberto Costa queixou-se dos efeitos da greve
O ministro da Justiça, Alberto Costa, afirmou hoje que a greve dos funcionários judiciais é "desproporcionada" e apelou aos sindicatos do sector que têm outras paralisações marcadas para que reconsiderem.

Em conferência de imprensa, o ministro Alberto Costa explicou que a decisão aprovada hoje em Conselho de Ministros de decretar a requisição civil de funcionários destina-se a "evitar a paralisação dos tribunais".

Alberto Costa explicou que a função "não pode estar sujeita a qualquer tipo de sequestro" e que é um "dever do Governo assegurar que a função jurisdicional não seja interrompida".

O ministro advertiu que situações de desrespeito da requisição civil poderá dar origem a processos de natureza disciplinar e penal.

Na conferência de imprensa, o ministro da Justiça considerou "prematura" a hipótese de se equacionarem sanções para funcionários judiciais que desrespeitem a requisição civil.

"Confio que os funcionários judiciais são pessoas responsáveis e cumpridoras da lei", afirmou o ministro, dizendo que a requisição civil se aplicará "em todas as situações em que não estejam assegurados os serviços mínimos".

Os funcionários judiciais iniciaram hoje uma greve de quatro dias, mas o sector da Justiça vai sentir também os efeitos das paralisações anunciadas pelo Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (25 e 26 de Outubro) e pela Associação Sindical dos Juízes Portugueses (26 e 27 do mesmo mês).

O ministro classificou a greve no sector como desproporcionada "porque ela implica uma paragem, se tiver êxito completo, de oito dias do nosso sistema judicial". Alberto Costa afirma que "nenhum grupo particular tem o direito de capturar" o sistema judicial, especialmente devido à "gravidade e melindres dos valores em jogo", referindo-se aos tribunais afectados, entre os quais estão os tribunais de família.

O ministro rematou com a esperança de que as restantes greves "não se realizem e que os outros magistrados reconsiderem".
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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