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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Dúvidas sobre injecções de capital nos hospitais e dividendos
Eurostat não valida contas públicas portuguesas relativas a 2004
26.09.2005 - 12h19
Por Lusa 
Daniel Rocha/PÚBLICO
Só o dividendo distribuído pela EDM pode aumentar o défice público português em 0,03 por cento do PIB
O departamento de estatística da Comissão Europeia não validou as contas públicas apresentadas pelo Governo português relativas a 2004. O Eurostat tem dúvidas sobre o dividendo pago por uma empresa pública e solicita a clarificação das injecções de capital nos hospitais do Estado entre 2001 e 2004.

O organismo responsável pelas estatísticas comunitárias aguarda informações sobre o dividendo pago pela Empresa de Desenvolvimento Mineiro (EDM) - uma sociedade de capitais públicos -, inscrito como receita das administrações públicas e registado em 2004. De acordo com o Eurostat, este dividendo "poderá conduzir a um aumento do défice público de cerca de 0,03 por cento do Produto Interno Bruto [PIB]".

O Eurostat pede ainda a clarificação de alguns casos de injecção de capital do Estado em empresas, entre 2001 e 2004, em Portugal, na Alemanha, em Itália e na Polónia. De acordo com a agência Lusa, este caso diz respeito a transferências de capitais para os hospitais que não foram inscritos como despesa pública, desconhecendo-se o valor em causa.

O Eurostat fornece os dados relativos ao défice e à divida pública dos 25 Estados membros, baseando-se em dados transmitidos pelas autoridades nacionais no âmbito do procedimento de défices excessivos. No actual reporte de dados - que é feito duas vezes por ano - Portugal apresentou, em 2004, um défice público de três por cento do PIB e uma dívida de 46,5 por cento.

Para além de Portugal, também as contas da Grécia e da República Checa mereceram as reservas do Eurostat.

Os Estados membros com défices públicos mais elevados no ano passado foram a Grécia (6,6 por cento do PIB), Hungria (5,4 por cento), Malta (5,1 por cento) e Chipre (4,1 por cento). Outros oito Estados membros registaram défices públicos superiores ou iguais a três por cento do PIB: Polónia (3,9), Alemanha (3,7), França (3,6), Itália (3,2), Eslováquia (3,1), Reino Unido (3,1), República Checa (3) e Portugal (3).

Os países que conseguiram manter o défice abaixo dos três por cento do PIB foram a Dinamarca (2,3 por cento), Finlândia (2,1 por cento), Estónia (1,7 por cento), Suécia (1,6 por cento), Irlanda (1,4 por cento) e Bélgica (0).
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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