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A economia portuguesa deverá crescer 0,5 por cento em 2005 e 1,2 por cento em 2006, segundo as perspectivas económicas mundiais do Fundo Monetário Internacional (FMI).
A confirmar-se esta estimativa, Portugal deverá crescer menos do que a média da Zona Euro, sendo mesmo a economia que menos crescerá em 2005 e em 2006, ano em que reparte a distinção indesejada com a Alemanha.
O fundo compara ainda as taxas de crescimento médio anual do Produto Interno Bruto (PIB) português nas décadas de 1987 a 1996 com a de 1997 a 2006. Enquanto a primeira década apresenta uma taxa de crescimento de quatro por cento, só superada pelas taxas idênticas (5,2 por cento) da Irlanda e do Luxemburgo, a segunda década, com 1,9 por cento, só excede a da Alemanha (1,3 por cento) e da Itália, que tem uma taxa de crescimento de 1,4 por cento.
Os problemas da economia portuguesa reflectem-se na taxa de desemprego esperada, com o FMI a prever a continuação da tendência ascendente.
Depois de ter descido para 3,9 por cento em 2000, a taxa de desemprego tem estado sempre a subir, evoluindo para quatro por cento em 2001, para cinco por cento em 2002, para 6,3 por cento em 2003 e para 6,7 por cento em 2004. Este ano, a taxa de desemprego poderá atingir os 7,4 por cento e em 2006 os 7,7 por cento.
Esta evolução é contrária à prevista para a Zona Euro, em que a organização espera uma taxa de 8,7 por cento em 2005 e de 8,4 por cento em 2006.
Do lado dos preços, aferidos pelo deflator do PIB (conceito que compara a evolução anual dos preços em relação à mesma quantidade produzida), o FMI espera um aumento de 2,5 por cento em 2005, que repete o de 2004, e uma ligeira aceleração, para 2,7 por cento, em 2006. Estes valores superam os esperados para a Zona Euro em 0,9 e 1,0 pontos percentuais, respectivamente.
O FMI avança ainda as suas previsões relativas às contas públicas, em que coincide com os números governamentais, que apontam para um défice orçamental equivalente a 6,2 por cento do PIB em 2005 e 4,8 por cento em 2006.