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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

Todos os destaques do mundo dos negócios e da Bolsa.
 

 

 
Reunião dos ministros da Agricultura
União Europeia formaliza plano para redução do défice excessivo português
20.09.2005 - 11h44
Por Lusa 
Gerry Penny/EPA
O ministro das Finanças assegurou que irá aplicar medidas complementares caso o défice público de 2005 não atinja o valor pretendido de 6,2 por cento do PIB
A União Europeia (UE) decidiu hoje formalmente conceder três anos a Portugal, até 2008, para a correcção da situação de défice excessivo.

A decisão, tomada sem discussão pelos ministros da Agricultura dos 25, formaliza o acordo político alcançado pelos ministros das Finanças reunidos a 10 de Setembro em Manchester.

Portugal compromete-se, nos próximos três anos, a reduzir o défice orçamental para um valor abaixo do limite de três por cento do Produto Interno Bruto imposto pela UE.

A partir de hoje, Bruxelas concede a Portugal seis meses para "tomar medidas concretas" no sentido de assegurar a redução do défice.

O Governo português, que se encontra em funções há seis meses, já tomou algumas medidas nesse sentido, nomeadamente o aumento da taxa de IVA, de 19 para 21 por cento, e espera-se que sejam tomadas outras na fase de apresentação do projecto de orçamento para 2006.

O documento hoje aprovado tem por base o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) 2005-2009 actualizado, apresentado por Lisboa no início de Junho.

O cenário macroeconómico subjacente ao PEC prevê um défice orçamental de 2,8 por cento dentro de três anos, em 2008. Até lá, o défice vai manter-se acima do limite de três por cento do PIB, mas com uma tendência descendente. Segundo o PEC, em 2006 o défice deverá ser de 4,8 por cento e em 2007 de 3,9 por cento da riqueza produzida em Portugal. Para 2005, a previsão aponta para 6,2 por cento, depois das medidas de austeridade anunciadas pelo Governo, que incluem o aumento dos impostos.

Para a dívida pública em percentagem do PIB (Produto Interno Bruto), o Governo prevê uma trajectória ascendente até 2007, quando deverá atingir 67,8 por cento. Em 2008, a dívida deverá ficar em 66,8 por cento para voltar a cair, para 64,5 por cento, em 2009, mesmo assim acima do limite de 60 por cento aconselhado pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento que liga os países da Zona Euro.

Na reunião de Manchester, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, desvalorizou as dúvidas formuladas por alguns responsáveis europeus quanto à possibilidade de a taxa de crescimento económico subjacente à estratégia portuguesa não se concretizar.

Na altura, o ministro garantiu que se o cenário macroeconómico não se confirmar, serão tomadas "medidas correctivas", sem recurso a medidas extraordinárias.
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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