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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Reunião dos ministros da Agricultura
União Europeia formaliza plano para redução do défice excessivo português
20.09.2005 - 11h44
Por Lusa 
Gerry Penny/EPA
O ministro das Finanças assegurou que irá aplicar medidas complementares caso o défice público de 2005 não atinja o valor pretendido de 6,2 por cento do PIB
A União Europeia (UE) decidiu hoje formalmente conceder três anos a Portugal, até 2008, para a correcção da situação de défice excessivo.

A decisão, tomada sem discussão pelos ministros da Agricultura dos 25, formaliza o acordo político alcançado pelos ministros das Finanças reunidos a 10 de Setembro em Manchester.

Portugal compromete-se, nos próximos três anos, a reduzir o défice orçamental para um valor abaixo do limite de três por cento do Produto Interno Bruto imposto pela UE.

A partir de hoje, Bruxelas concede a Portugal seis meses para "tomar medidas concretas" no sentido de assegurar a redução do défice.

O Governo português, que se encontra em funções há seis meses, já tomou algumas medidas nesse sentido, nomeadamente o aumento da taxa de IVA, de 19 para 21 por cento, e espera-se que sejam tomadas outras na fase de apresentação do projecto de orçamento para 2006.

O documento hoje aprovado tem por base o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) 2005-2009 actualizado, apresentado por Lisboa no início de Junho.

O cenário macroeconómico subjacente ao PEC prevê um défice orçamental de 2,8 por cento dentro de três anos, em 2008. Até lá, o défice vai manter-se acima do limite de três por cento do PIB, mas com uma tendência descendente. Segundo o PEC, em 2006 o défice deverá ser de 4,8 por cento e em 2007 de 3,9 por cento da riqueza produzida em Portugal. Para 2005, a previsão aponta para 6,2 por cento, depois das medidas de austeridade anunciadas pelo Governo, que incluem o aumento dos impostos.

Para a dívida pública em percentagem do PIB (Produto Interno Bruto), o Governo prevê uma trajectória ascendente até 2007, quando deverá atingir 67,8 por cento. Em 2008, a dívida deverá ficar em 66,8 por cento para voltar a cair, para 64,5 por cento, em 2009, mesmo assim acima do limite de 60 por cento aconselhado pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento que liga os países da Zona Euro.

Na reunião de Manchester, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, desvalorizou as dúvidas formuladas por alguns responsáveis europeus quanto à possibilidade de a taxa de crescimento económico subjacente à estratégia portuguesa não se concretizar.

Na altura, o ministro garantiu que se o cenário macroeconómico não se confirmar, serão tomadas "medidas correctivas", sem recurso a medidas extraordinárias.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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