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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

Todos os destaques do mundo dos negócios e da Bolsa.
 

 

 
Órgãos sociais da associação para o triénio 2005-2008 tomaram hoje posse
AEP diz que futura confederação corrigirá "abandono" do tecido empresarial
13.09.2005 - 18h47
Por Lusa 
Paulo Novais/Lusa
Ludgero Marques diz que a criação do CEP permitirá uma maior disponibilidade para colaborar com o Ministério da Economia e a AIP
O presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP) considerou hoje que a futura Confederação Empresarial de Portugal (CEP), que "brevemente" será anunciada, vai corrigir o "quase abandono" do tecido empresarial do país dos últimos anos.

A fusão entre a AEP e a Associação Industrial Portuguesa (AIP) numa só entidade que represente as empresas e os empresários de todos os sectores de actividade foi, aliás, uma das razões invocadas por Ludgero Marques para decidir a sua recandidatura a mais um mandato à frente dos destinos da AEP, instituição que lidera há 21 anos.

"Considero que a recuperação da economia portuguesa passa principalmente pelas PME [Pequenas e Médias Empresas] e, de entre estas, as empresas industriais têm um papel prioritário. Mas para que tal aconteça, é necessário que sejam implementadas as medidas correctas, assentes no conhecimento das suas realidades", disse.

Para o empresário, "só através da indústria" Portugal será capaz de aumentar as exportações e valorizar o produto português.

Ludgero Marques falava no Europarque, em Santa Maria da Feira, durante a cerimónia de posse dos órgãos sociais da AEP para o triénio 2005-2008, que contou com a presença dos ministros da Economia e das Finanças.

"Hoje posso dizer que vamos ter uma cúpula associativa, uma voz única do empresariado português onde todas as empresas estejam representadas - indústria, comércio e turismo - pequenas, médias e grandes empresas", referiu o empresário, minutos depois de uma reunião com o ministro da Economia.

De acordo com o presidente da AEP, a criação do CEP conduzirá a uma maior disponibilidade para colaborar com o Ministério da Economia e com a AIP no sentido de "corrigir o quase abandono a que esta parte essencial da estrutura económica [o tecido de PME] tem sido votada".

Segundo Ludgero Marques, esta acção deverá ser dirigida em quatro áreas, que são as que resultam das principais deficiências das PME portuguesa: educação e formação profissional, inovação e desenvolvimento (plano tecnológico), internacionalização e criação de dimensão das PME portuguesas.

Num discurso em que o empresário não poupou críticas ao sector da educação, à rigidez laboral e às "promessas" governamentais, houve ainda tempo para falar da "falta de condições logísticas" para manter o "autêntico alfobre de empresários e empresas" existente no Norte do país, que tem obrigado à deslocalização das empresas para junto dos órgãos de decisão, em Lisboa.

"Portugal tem perdido muito do seu nervo económico, da indústria criativa e das exportações, ao não encontrar soluções para utilizar este potencial único no país", concluiu.

No final, e numa palavra de "optimismo", mas também de crítica, Ludgero Marques congratulou ainda os "heróis", empresários e trabalhadores, que "assumem riscos sem a protecção do Orçamento de Estado, trabalhando e procurando trabalho, sem perder tempo em manifestações ou reivindicações inoportunas".
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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