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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Órgãos sociais da associação para o triénio 2005-2008 tomaram hoje posse
AEP diz que futura confederação corrigirá "abandono" do tecido empresarial
13.09.2005 - 18h47
Por Lusa 
Paulo Novais/Lusa
Ludgero Marques diz que a criação do CEP permitirá uma maior disponibilidade para colaborar com o Ministério da Economia e a AIP
O presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP) considerou hoje que a futura Confederação Empresarial de Portugal (CEP), que "brevemente" será anunciada, vai corrigir o "quase abandono" do tecido empresarial do país dos últimos anos.

A fusão entre a AEP e a Associação Industrial Portuguesa (AIP) numa só entidade que represente as empresas e os empresários de todos os sectores de actividade foi, aliás, uma das razões invocadas por Ludgero Marques para decidir a sua recandidatura a mais um mandato à frente dos destinos da AEP, instituição que lidera há 21 anos.

"Considero que a recuperação da economia portuguesa passa principalmente pelas PME [Pequenas e Médias Empresas] e, de entre estas, as empresas industriais têm um papel prioritário. Mas para que tal aconteça, é necessário que sejam implementadas as medidas correctas, assentes no conhecimento das suas realidades", disse.

Para o empresário, "só através da indústria" Portugal será capaz de aumentar as exportações e valorizar o produto português.

Ludgero Marques falava no Europarque, em Santa Maria da Feira, durante a cerimónia de posse dos órgãos sociais da AEP para o triénio 2005-2008, que contou com a presença dos ministros da Economia e das Finanças.

"Hoje posso dizer que vamos ter uma cúpula associativa, uma voz única do empresariado português onde todas as empresas estejam representadas - indústria, comércio e turismo - pequenas, médias e grandes empresas", referiu o empresário, minutos depois de uma reunião com o ministro da Economia.

De acordo com o presidente da AEP, a criação do CEP conduzirá a uma maior disponibilidade para colaborar com o Ministério da Economia e com a AIP no sentido de "corrigir o quase abandono a que esta parte essencial da estrutura económica [o tecido de PME] tem sido votada".

Segundo Ludgero Marques, esta acção deverá ser dirigida em quatro áreas, que são as que resultam das principais deficiências das PME portuguesa: educação e formação profissional, inovação e desenvolvimento (plano tecnológico), internacionalização e criação de dimensão das PME portuguesas.

Num discurso em que o empresário não poupou críticas ao sector da educação, à rigidez laboral e às "promessas" governamentais, houve ainda tempo para falar da "falta de condições logísticas" para manter o "autêntico alfobre de empresários e empresas" existente no Norte do país, que tem obrigado à deslocalização das empresas para junto dos órgãos de decisão, em Lisboa.

"Portugal tem perdido muito do seu nervo económico, da indústria criativa e das exportações, ao não encontrar soluções para utilizar este potencial único no país", concluiu.

No final, e numa palavra de "optimismo", mas também de crítica, Ludgero Marques congratulou ainda os "heróis", empresários e trabalhadores, que "assumem riscos sem a protecção do Orçamento de Estado, trabalhando e procurando trabalho, sem perder tempo em manifestações ou reivindicações inoportunas".
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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