| João Relvas/Lusa |
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| José Sócrates assegurou que o plano de investimentos de 25 mil milhões de euros até 2009 é coerente com o processo de consolidação orçamental |
O primeiro-ministro, José Sócrates, elegeu hoje como prioridade do Governo em matéria de investimentos desta legislatura o início da construção do futuro aeroporto da Ota, o comboio de alta velocidade (TGV), a conclusão da Circular Regional Interior de Lisboa (CRIL) e da auto-estrada até Bragança.
O chefe do Governo assegurou que o plano de investimentos de 25 mil milhões de euros, que foi hoje exposto a empresários e à comunicação social, é coerente com o processo de consolidação das finanças públicas.
“Grande parte do esforço de consolidação das contas públicas depende do desempenho da economia”, assumiu José Sócrates, que se dirigiu aos empresários e gestores presentes na plateia de uma das salas do Centro Cultural de Belém para lhes pedir que contribuam para o sucesso deste plano de investimentos.
O primeiro-ministro disse que este plano apenas terá sucesso na íntegra se os empresários envolverem-se em projectos conjuntos com o Estado. É que o Governo está a contar que 50 por cento dos 25 mil milhões de euros de investimentos, ou seja 12,5 mil milhões de euros, sejam fundos originários do sector privado que poderão ser utilizados no ambiente, energia, infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias e sociedade de informação, entre outras áreas.
José Sócrates reconheceu que essa meta de participação privada é muito ambiciosa, mas considerou que é um desafio que vale a pena assumir, a bem do crescimento económico e com benefícios das gerações futuras.
Em resposta aos críticos deste plano de investimentos, o primeiro-ministro centrou parte da sua intervenção a explicar os fundos que serão utilizados no conhecimento e nas redes de informação, que considerou dois sectores determinantes para a melhoria da competitividade do país.
Cerca de 18 por cento do investimento do plano será dirigido a essas duas áreas: conhecimento e redes de informação. Saúde, justiça e Administração Pública são três das áreas apontadas por Sócrates como aquelas que poderão beneficiar em eficiência da utilização de recursos tecnológicos mais avançados. A aposta na banda larga foi outra das tónicas do primeiro-ministro, sublinhando que Portugal terá de acompanhar o processo tecnológico dos países mais avançados e que a banda larga é uma ferramenta indispensável para a modernização das instituições e de acesso ao conhecimento.
Para atingir o crescimento sustentado, o chefe do Governo considerou determinante a componente ambiental, a qualificação das cidades e a melhoria da qualidade de vida nas cidades. “São as cidades que contribuem para o sucesso económico dos países”, afirmou José Sócrates, que prometeu a aplicação de verbas relevantes na qualificação das cidades, das áreas protegidas, no litoral e no turismo.
Ao todo serão lançados cerca de 200 projectos em Portugal no espaço de quatro anos, com o objectivo de relançar a economia, aumentar o emprego e o investimento, estimular a confiança dos empresários e consumidores e contribuir para reduzir o défice público, através do aumento das receitas fiscais.