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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Referendo interno
Trabalhadores da GM Portugal aceitam proposta da gerência
15.06.2005 - 09h39
Por Jorge Talixa PÚBLICO
Alexander Heimann/AFP
A fábrica da Azambuja era a única na Europa sem acordo social assinado, o que poderia pôr em causa o seu futuro
A maioria dos trabalhadores da fábrica de Azambuja da GM Portugal (antiga Opel) pronunciou-se, segunda-feira, em referendo interno, a favor da última proposta de aumentos salariais apresentada pelo conselho de gerência, em detrimento da reivindicada pelos sindicatos.

Segundo o PÚBLICO apurou, dos 1131 funcionários inscritos, votaram 970, com 54 por cento a preferirem a proposta da administração da GM portuguesa e 44 por cento a votarem na proposta da Comissão de Trabalhadores (CT). Registaram-se, ainda, 1,1 por cento de votos brancos e 0, 9 por cento de nulos.

Os resultados vão ser, hoje, analisados em reunião da Comissão de Trabalhadores (CT), mas tudo indica que a posição maioritária dos trabalhadores será aceite e aplicada. A proposta da gerência prevê que, em 2005 e nos dois anos seguintes, os aumentos salariais sejam indexados à inflação e que seja estabelecido um tecto salarial nos escalões mais elevados, em que os funcionários receberão o valor restante em prémios. A CT defendia aumentos salariais de dois por cento, com a fixação de um limite mínimo de 30 euros e de um máximo de 50 euros.

Paulo Vicente, porta-voz da CT, disse ao PÚBLICO que os 11 elementos da Comissão reúnem-se hoje para reflectirem e deliberarem sobre o resultado do referendo, mas admite que uma das situações em apreço poderá ser o pedido de demissão da CT e a convocação de eleições para este órgão. "Não é nada certo, mas pode haver uma deliberação no sentido de convocar eleições para a Comissão de Trabalhadores, antes do fim do mandato, que decorre até Dezembro", explicou.

Já a administração da GM Portugal adiantou que o documento do Acordo Social está pronto para ser assinado pela Comissão de Trabalhadores e que aguarda uma resposta desta estrutura. Os responsáveis da empresa têm alertado para o facto de ser, neste momento, a única do universo de fábricas da GM na Europa que ainda não tem acordo social assinado, o que poderá afectar a sua posição numa altura em que a multinacional do sector automóvel começa a avaliar quais serão as unidades que vão produzir novos modelos a partir de 2008.

Processo arrastado

O processo de negociação das actualizações salariais revelou-se, este ano, particularmente complexo na GM Portugal e arrasta-se há mais de cinco meses. Em Março, os sindicatos convocaram uma greve de 24 horas por divergências quanto às propostas de actualização salarial e de acordo de flexibilidade laboral apresentadas pela empresa. A CT reclamava aumentos generalizados de 75 euros (equivalentes a um acréscimo de 5 por cento nos salários médios) e a administração contrapunha aumentos equivalentes à inflação prevista de dois por cento, comprometendo-se a uma nova revisão se esta estimativa visse a ser ultrapassada.

A GM Portugal propunha um acordo de flexibilidade em que poderia reduzir ou suspender a produção em períodos de menor procura, trocando, depois, cada quatro dias de paragem por dois dias de trabalho ao sábado em fases de maior ritmo produtivo. A CT admitia aceitar a proposta, mas só com algumas contrapartidas.

A greve realizou-se a 10 de Março e teve uma adesão de 52 por cento, mais sensível nas áreas de produção. Quatro dias depois, conselho de gerência e CT retomaram as negociações, mas durante dois meses, apesar de alguma aproximação das suas posições, o acordo nunca foi alcançado. As estruturas sindicais convocaram, então, nova greve, para 27 de Maio, onde em causa estavam sobretudo as questões salariais e que teve uma adesão de 41 por cento. A CT aceitava a proposta de aumento indexado à inflação mas exigia a sua distribuição equitativa pelos trabalhadores. A empresa respondeu que a "incompreensão da CT" face ao momento que a GM Europa e a GM Portugal atravessam estava a "desbaratar" toda a credibilidade construída ao longo de mais de 40 anos de trabalho ao nível da qualidade, da segurança e da produtividade.

Na semana passada, os dois plenários realizados na empresa revelaram-se inconclusivos, percebendo-se uma grande divisão de opiniões. A CT resolveu então propor a realização do referendo interno.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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