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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

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Economistas concordam
Défice de 6,83 por cento expõe peso excessivo do Estado na economia
23.05.2005 - 16h21
Por Lusa 
Nelson Garrido/PÚBLICO
O aumento dos impostos deve incidir, primeiro, sobre o tabaco, os combustíveis e os produtos petrolíferos e só depois sobre o rendimento do trabalho
O défice público de 6,83 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), apurado pela comissão liderada pelo governador do Banco de Portugal, prova que o Estado tem um peso excessivo na economia portuguesa, segundo economistas como João Ferreira do Amaral, João César das Neves e Cristina Casalinho.

Para debelar "a situação financeira grave" - como caracterizou hoje o ministro das Finanças, Luís Campos e Cunha - economistas como João Ferreira do Amaral, João César das Neves e Cristina Casalinho defendem o aumento dos impostos e cortes na despesa pública.

João Ferreira do Amaral, economista do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), considera que é preciso que o Executivo faça contas para ver qual o imposto que pode gerar maior receita fiscal.

Na sua ordem de preferência para aumentos surgem os impostos sobre produtos petrolíferos e sobre o tabaco. Se for necessário, o IRS e o IRC também poderão ter de aumentar, na opinião do professor de Economia, mas o IVA deve ficar fora destas subidas.

Um défice de 6,83 por cento do PIB significa que "a despesa saiu de controlo", segundo o ex-assessor para os assuntos económicos do ex-primeiro-ministro Cavaco Silva, João César das Neves. Devido a esse descontrolo, é necessário mudar a estrutura do Estado e repensar o processo orçamental, argumentou.

Para o professor da Universidade Católica, as medidas para corrigir o desequilíbrio orçamental têm que ser do lado da despesa porque as do lado da receita, que foram tomadas nos últimos anos, só acabaram por "aumentar mais o monstro [do défice]".

O problema é que o Estado está a gastar demais, pelo que é necessário tirar ao Estado aquilo que ele faz mal, conclui César das Neves.

Cristina Casalinho, economista-chefe do BPI, reconhece também que o número do défice é "muito elevado", o que traduz o facto de o Estado representar um custo muito elevado para a economia, devido à oferta de serviços e o seu nível de eficiência.

Na sua opinião, o Executivo vai precisar de "racionalizar a despesa e os serviços do Estado", incentivando uma "cultura de rigor e boa gestão".

Como estas mudanças estruturais vão demorar tempo a apresentar resultados, o Governo terá que actuar do lado das receitas.

Para Cristina Casalinho, o aumento de impostos deve acontecer sobre os produtos petrolíferos, sobre o tabaco, bebidas alcoólicas e sobre os automóveis (este último pode ter até um efeito positivo na redução do défice externo).

As receitas de IRS e de IRC são mais sensíveis ao ciclo económico do que as dos impostos específicos, pelo que aumentos das taxas dos impostos sobre os rendimentos podem ter um efeito negativo de limitar o aumento das receitas que entram nos cofres do Estado, explicou Cristina Casalinho.

O ministro de Estado e das Finanças anunciou hoje que o défice orçamental, à data de Março deste ano, era de 6,83 por cento do PIB, ultrapassando o limite de três por cento do PIB estabelecido pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento e os 2,9 por cento orçamentados em Outubro pelo anterior Executivo PSD/CDS liderado por Pedro Santana Lopes.

O combate do défice público é o assunto único da reunião extraordinária do Conselho de Ministros marcada para amanhã. Hoje, o Presidente da República, os partidos políticos com assento parlamentar e os parceiros sociais são informados do relatório Constâncio e das medidas que o Governo pensa tomar para contrariar a derrapagem orçamental.
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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