| Rui Gaudêncio/PÚBLICO |
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| José Sócrates quer que os problemas relacionados com a falta de água deixem de existir no futuro |
O primeiro-ministro, José Sócrates, reafirmou hoje a decisão do Governo de acelerar o projecto de Alqueva para evitar problemas no futuro, reconhecendo o "momento difícil" que o Alentejo atravessa devido à seca.
No largo central da vila de Alandroal, onde foi recebido em ambiente de festa por centenas de pessoas, apesar do intenso calor, José Sócrates reiterou as "medidas estruturantes" tomadas pelo actual Executivo para garantir que os problemas relacionados com a falta de água deixem de existir no futuro.
Entre essas medidas conta-se a aceleração das obras no empreendimento de fins múltiplos de Alqueva, sobretudo nas áreas do regadio e do abastecimento público de água.
Num concelho abrangido pela albufeira de Alqueva e localizado próximo da fronteira, o chefe do Governo prometeu ainda avançar em Junho com a revisão do plano de ordenamento de Alqueva, como forma de permitir a compatibilização entre a defesa do ambiente e o desenvolvimento económico, sobretudo do sector turístico.
Aproveitando a inauguração da obra de restauro e ampliação do edifício dos Paços do Concelho de Alandroal, José Sócrates prestou também homenagem ao poder local português, salientando que "o país precisa de autarquias empenhadas na melhoria da qualidade de vida".
"As câmaras municipais ainda são mais importantes em concelhos do interior", disse, reiterando a necessidade de combate às assimetrias regionais entre o interior e o litoral.
Com a visita de uma hora à vila de Alandroal, José Sócrates tornou-se no segundo primeiro-ministro português a deslocar-se ao concelho desde o 25 de Abril de 1974, depois de Cavaco Silva, no final da década de 80, ter inaugurado um lar de idosos.