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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Cimeira em Bruxelas
Líderes europeus chegam a acordo sobre reforma do Pacto de Estabilidade e Crescimento
22.03.2005 - 18h59
Por AFP, Lusa 
Olivier Hoslet/EPA
José Sócrates mostrou-se sempre favorável à reforma do PEC
Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia chegaram hoje a acordo, em Bruxelas, sobre a revisão do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC).

Depois de os ministros das Finanças terem acordado a revisão do PEC, anteontem, ao fim de 12 horas de negociações, os líderes europeus resolveram as diferenças quanto à reforma do pacto, que prevê, essencialmente, uma maior flexibilização da rigidez imposta aos países com défice orçamental superior a três por cento do PIB.

Os 25 concordam com a manutenção das regras de base do pacto, ou seja, com o limite de três por cento do Produto Interno Bruto (PIB) para o défice orçamental e de 60 por cento do PIB para a dívida pública. Mas agora concordaram em "flexibilizar" certos aspectos considerados rígidos e impeditivos do desejado crescimento económico nos períodos de estagnação.

Assim, um país que entre em situação de "défice excessivo", passa a ter um período prolongado de tempo para corrigir a situação, se preencher uma série de requisitos.

Ao mesmo tempo, as despesas feitas por um Estado membro faltoso em capital humano e na área da Investigação e Desenvolvimento podem determinar uma posição mais benevolente da Comissão Europeia, nomeadamente permitir que o país em causa tenha mais tempo para regressar a uma situação de equilíbrio orçamental ou perto dele.

Esta alteração vai no sentido do interesse de Estados como Portugal, que se arriscam a ultrapassar o limite de três por cento do défice.

Portugal foi precisamente o primeiro Estado membro sujeito a um procedimento de défice excessivo pelas regras anteriores, devido à derrapagem orçamental verificada em 2001.

A revisão do pacto também incentiva os Estados membros da União Europeia a poupar nos "anos de vacas gordas" para depois terem recursos para enfrentar os períodos difíceis.

Amanhã deverá ser aprovado também o novo impulso à Estratégia de Lisboa. Proposto pela Comissão Europeia presidida por José Manuel Durão Barroso, a estratégia, aprovada em 2000, tem sido um fracasso, com Bruxelas a tentar centrar as prioridades no crescimento e no emprego através da aprovação de medidas nas áreas económica, social e ambiental.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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