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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Agentes vigiaram ex-trabalhadores que impedem saída de material da unidade
Ministério da Administração Interna ordena retirada da polícia da Bombardier
19.03.2005 - 21h16
Por Lusa, PUBLICO.PT 
Paulo Carriço/Lusa
Os ex-trabalhadores que estão há duas semanas em vigília junto à fábrica não conseguiram impedir a entrada dos técnicos, devido à intervenção da polícia
O Ministério da Administração Interna ordenou a retirada dos elementos da polícia de intervenção da fábrica da Bombardier na Amadora. Os agentes vigiavam, desde esta manhã, cerca de 30 ex-trabalhadores que impediam a saída de material da unidade.

Esta manhã, trabalhadores entraram nas instalações da fábrica da Amadora, com a polícia, para começar o desmantelamento e retirada de equipamento da secção de robótica, perante a indignação de um grupo de ex-trabalhadores da Bombardier.

Cerca de 30 ex-trabalhadores, que estão há duas semanas em vigília junto à fábrica para evitar a saída de material, não conseguiram impedir a entrada dos técnicos, devido à intervenção da polícia.

De acordo com António Tremoço, do Sindicato dos Metalúrgicos, em declarações à Lusa, oa antigos trabalhadores vão manter-se no local durante a noite, para impedir a passagem de camiões que, eventualmente, queiram ir buscar à fábrica a maquinaria desmontada. O sindicalista indica que dentro da empresa continuam seis trabalhadores a desmontar maquinaria.

A decisão da Bombardier de ordenar a retirada do material surpreendeu e desagradou o Governo, já que está marcada uma reunião com a administração da multinacional canadiana para quarta-feira.

Esta tarde, o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações emitiu um comunicado onde sublinhou que manifestou "o seu forte desagrado junto do administrador delegado da Bombardier", mas que este sustentou "não ter poderes para inverter a situação criada".

Indicando que a situação "não pode deixar de afectar a credibilidade e a boa fé da empresa no âmbito do processo negocial", o ministério salienta que a Bombardier não apresentou propostas concretas e aceitáveis de aluguer ou venda do complexo produtivo.

"O Governo já procedeu a uma análise das iniciativas e diligências efectuadas antes da sua entrada em funções, tendo verificado não existirem quaisquer compromissos firmes, definições de objectivos para o sector público ou linhas negociais orientadas nesse sentido", refere a nota da tutela, cujo ministro é Mário Lino.

No entanto, o Governo garante que já deu instruções à administração da CP para precisar o que possam vir a ser os objectivos e métodos negociais que permitam manter em Portugal capacidade para a construção de material circulante ferroviário.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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