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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

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Tutela tem agendada reunião com administração da fábrica
Governo "surpreendido e desagradado" com decisão da Bombardier
19.03.2005 - 15h26
Por Lusa, PUBLICO.PT 
Paulo Carriço/Lusa
Esta manhã, trabalhadores entraram nas instalações da fábrica com a polícia para começar o desmantelamento da secção de robótica
O Governo manifestou-se hoje surpreendido e desagradado com a decisão da Bombardier de iniciar a retirada de material da fábrica da Amadora, depois de já estar marcada uma reunião com a administração da multinacional canadiana para quarta-feira.

Em comunicado, citado pela Lusa, o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações sublinha que manifestou "o seu forte desagrado junto do administrador delegado da Bombardier", mas que este sustentou "não ter poderes para inverter a situação criada".

Sublinhando que a situação "não pode deixar de afectar a credibilidade e a boa fé da empresa no âmbito do processo negocial", o ministério salienta que a Bombardier não apresentou propostas concretas e aceitáveis de aluguer ou venda do complexo produtivo.

"O Governo já procedeu a uma análise das iniciativas e diligências efectuadas antes da sua entrada em funções, tendo verificado não existirem quaisquer compromissos firmes, definições de objectivos para o sector público ou linhas negociais orientadas nesse sentido", refere a nota da tutela, cujo ministro é Mário Lino.

No entanto, o Governo garante que já deu instruções à administração da CP para precisar o que possam vir a ser os objectivos e métodos negociais que permitam manter em Portugal capacidade para a construção de material circulante ferroviário.

Esta manhã, trabalhadores entraram nas instalações da fábrica da Amadora, com a polícia, para começar o desmantelamento e retirada de equipamento da secção de robótica, perante a indignação de um grupo de ex-trabalhadores da Bombardier.

Cerca de 30 ex-trabalhadores, que estão há duas semanas em vigília junto à fábrica para evitar a saída de material, não conseguiram impedir a entrada dos técnicos, devido à intervenção da polícia.

No entanto, garantem que vão fazer tudo para evitar a saída do equipamento, apesar da presença da polícia de intervenção.

PCP alerta que caso Bombardier pode marcar início do mandato de Sócrates

Numa reacção a decisão da Bombardier, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, alertou que o envio da polícia de intervenção para a fábrica na Amadora "pode marcar o início do mandato" do Governo de José Sócrates. "Não é um sinal positivo o que está a acontecer na Bombardier. Assume um carácter muito grave e que pode marcar o início do mandato deste Governo a ida da polícia de choque para a empresa", afirmou o líder comunista, no final de uma reunião do Comité Central do PCP.

"Mais grave seria, se ao que tudo indica, a deslocação da polícia vier a dar cobertura à retirada das máquinas decisivas para que a empresa retome a laboração", criticou Jerónimo de Sousa.

Já hoje, junto à Bombardier, o líder da bancada parlamentar do PCP, Bernardino Soares, garantiu que o partido vai questionar o primeiro-ministro, José Sócrates, sobre a retirada de equipamento das instalações da fábrica.

Bernardino Soares sublinha que o PCP vai aproveitar a apresentação do programa do Governo no Parlamento, na segunda-feira, para questionar o executivo sobre a situação.

Ontem, o PCP já tinha entregue na Assembleia da República um requerimento a exigir ao Governo a explicação das medidas que vai adoptar para resolver a situação da empresa metalúrgica, cujo futuro estaria dependente de um acordo com a CP.
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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