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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

Todos os destaques do mundo dos negócios e da Bolsa.
 

 

 
16ª Jornada da Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco
Ernâni Lopes: Estado tem de reduzir um terço dos funcionários público
25.02.2005 - 16h55
Por Lusa 
Nelson Garrido/PÚBLICO
Ernâni Lopes propõe que as empresas se centrem na melhoria da matriz produto/preços/mercado/custos
O presidente da Portugal Telecom e antigo ministro das Finanças, Ernâni Lopes, defendeu hoje que a Administração Pública portuguesa deve ser reduzida em um terço (267 mil funcionários) e posteriormente aumentada em cinco ou seis por cento para se tornar mais eficiente e mais jovem.

Na 16ª Jornada da Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco (SaeR) que está hoje a decorrer no Centro Cultural de Belém, o responsável da SaeR defendeu que o aparelho administrativo do Estado "precisa de ser muito reduzido", sendo desejável que um terço dos funcionários públicos abandone o sistema.

Trinta e três por cento dos 800 mil funcionários públicos têm "produtividade marginal nula", pelo que o aumento da eficiência do Estado passa pela sua dispensa, explicou o economista.

Além disso, e porque a Administração Pública necessita de pessoal mais jovem e qualificado, o Estado deve voltar a contratar mais cinco ou seis por cento de pessoas, defendeu.

A banca portuguesa sofreu um reajustamento semelhante nos últimos anos, lembrou Ernâni Lopes, e, "mais tarde ou mais cedo", a Administração Pública seguirá o mesmo caminho, simplesmente "porque tem de ser".

Sobre o tema "Alargamento da União Europeia e as Empresas Portuguesas. Um Patamar de exigência", o economista voltou a dizer que actualmente a economia portuguesa está a braços com um problema não apenas conjuntural mas sobretudo estrutural.

Para vingar Portugal tem de saber articular as relações com o Brasil, África e Europa e fazer um esforço prolongado para se aproximar dos seus parceiros.

A margem de manobra da economia portuguesa é agora"reduzida", segundo o especialista, numa altura em que se sente diariamente o "agravamento da deterioração" económica.

Para evoluir no sentido do desenvolvimento e do crescimento económico, Portugal precisa que as suas empresas se centrem na melhoria da "matriz produto/preços/mercado/custos", conseguindo assim aumentar a produtividade e posteriormente a competitividade.

É também necessário um enquadramento de políticas económicas sadias, que não escondam ou fujam aos problemas e que dêem credibilidade e estabilidade à economia portuguesa, disse ainda o presidente da Portugal Telecom, num comentário que poderá ser entendido como um recado ao futuro Governo que está em formação e que será liderado por José Sócrates.

O turismo, o ambiente, as cidades e a economia do mar são os domínios em que Portugal pode ter sucesso, apontou, cabendo às políticas económicas identificar e concretizar um quadro estratégico favorável a estas áreas.
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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