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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

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Estudo da Deloitte sobre custos do trabalho
Portugal tem os salários mais baixos da Zona Euro
22.02.2005 - 08h40
Por Pedro Ribeiro PÚBLICO
António Cotrim/Lusa
Fisco e Segurança Social levam 30 por cento do total do custo do trabalho para as empresas
Portugal está no pior dos cenários quantos às remunerações do trabalho na União Europeia: os seus salários são os mais baixos da Zona Euro, mas os seus custos do trabalho são demasiado altos para serem competitivos face aos novos membros da comunidade.

Um estudo da firma de consultoria e auditoria Deloitte & Touche revela que, num grupo de 19 países da UE, Portugal é o sexto com remunerações mais baixas. O estudo incide sobre o custo médio anual das empresas com dez ou mais funcionários; o custo por trabalhador, em Portugal, é de 17 325 euros; depois de descontos para a segurança social e impostos, cada trabalhador leva para casa 11 771 euros.

Isto deixa Portugal abaixo de outros dez membros da Zona Euro (a Holanda não foi incluída no estudo, mas é seguro que os seus níveis de remuneração são mais elevados que os portugueses), e mesmo do Chipre - os cipriotas têm uma remuneração líquida de 17 766 euros.

O estudo foi elaborado pela Deloitte da Irlanda, e as conclusões dos seus autores viram-se para o caso irlandês: "O nível geral de remuneração pago na Irlanda face aos nossos vizinhos de Leste assume grande importância."

"Considerando que a Polónia, por exemplo, tem níveis de remuneração que são menos de 20 por cento dos nossos, é possível que empregos que viessem para a Irlanda antes do alargamento da UE se dirijam agora para a Polónia", declarou Padraig Cronin, um dos responsáveis pelo estudo.

Portugal fica bem abaixo da Irlanda, mas muito acima dos cinco novos membros do Leste incluidos no "ranking". O que põe em causa o tradicional modelo competitivo português; não será possível a Portugal, com os seus níveis de remuneração, competir na Europa a 25 com base na oferta de mão-de-obra barata.

O estudo também inclui o peso das contribuições para a segurança social tanto de patrões como de empregados, e dos impostos sobre o rendimento. Deste ponto de vista, a situação portuguesa melhora. Em Portugal, esses encargos representam pouco mais de 30 por cento do total do custo das remunerações.

Esse é um dos níveis mais baixos da Europa; na França, na Finlândia, na Bélgica e na Suécia, a carga fiscal ultrapassa os 45 por cento. Dos 19 países estudados, só Luxemburgo, Malta, Irlanda e Chipre têm uma carga fiscal menor que a portuguesa.

O relatório da Deloitte & Touche irlandesa mostra grandes discrepâncias nos níveis (brutos e líquidos) de remuneração entre os membros da antiga UE a 15 e os novos aderentes de Leste. Países como Portugal, Grécia e Espanha estão na "fronteira". Mas também há grandes discrepâncias -que não têm a ver com a data de adesão à UE -entre as cargas fiscais sobre o trabalho das 19 nações mencionadas, desde os menos de 15 por cento no Chipre aos quase 50 por cento na Suécia.
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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