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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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Intersindical faz apelo directo ao futuro Governo de José Sócrates
CGTP quer revogação de normas gravosas do Código do Trabalho
21.02.2005 - 20h44
Por Lusa 
Miguel Moura/Lusa
Carvalho da Silva diz que o clima de esperança e expectativa que resultou das eleições não pode ser frustrado nem torpedeado
A CGTP defendeu hoje a revogação das "normas mais gravosas" do Código do Trabalho pelo futuro Governo liderado por José Sócrates e a aprovação de medidas concretas e imediatas que permitam valorizar os trabalhadores.

O secretário-geral da intersindical, Manuel Carvalho da Silva, salientou, em conferência de imprensa, a quebra verificada na contratação colectiva no último ano, em consequência da nova legislação laboral, e lembrou que o PS prometeu rever o Código. "É essencial revogar as normas mais gravosas do Código do Trabalho, valorizar e dinamizar a negociação colectiva e promover um diálogo social consequente a todos os níveis, do nacional ao local de trabalho", sustentou.

O sindicalista referiu que o clima de esperança e expectativa que resultou das eleições legislativas de ontem "não pode ser frustrado nem torpedeado" e referiu "quatro aspectos cruciais que exigem respostas concretas e imediatas" do futuro Governo e da nova maioria parlamentar. A CGTP pretende que seja dada prioridade à valorização do aparelho produtivo e do emprego, dos salários e ao combate às desigualdades sociais.

Carvalho da Silva disse esperar um compromisso do Governo socialista, num curto prazo, para revalorizar o salário mínimo nacional, enquanto "facto decisivo no combate à pobreza e no impulso do crescimento económico".

O líder da intersindical defendeu ainda a revogação de algumas leis que contribuiram para agravar as desigualdades sociais e reafirmou o seu empenho em contribuir para uma mudança política do país, que permita mais progresso e justiça social.

Quanto aos resultados eleitorais, a CGTP considerou que evidenciam "uma profunda derrota da direita e das suas políticas" e que os portugueses exigem uma mudança clara de políticas.

O PS alcançou uma vitória histórica nas eleições de domingo ao conseguir a sua primeira maioria absoluta (45,05 por cento dos votos), conquistando 120 dos 230 deputados da Assembleia da República.

O PSD sofreu uma pesada derrota ao cair de 40,15 para 28,7 por cento dos votos, ficando com 72 deputados. A noite eleitoral ficou marcada pelo abandono de Paulo Portas da liderança do CDS-PP, depois do partido ter conquistado apenas 7,26 por cento dos votos e 12 deputados, passando a ser a quarta força política, depois da CDU.

A CDU elegeu 14 deputados, mais dois que nas legislativas de 2002, e o Bloco de Esquerda subiu de três para oito deputados.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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